Oriente Médio: urnas fecham em Israel nas primeiras eleições gerais desde ataque do Hamas
Benjamin Netanyahu, que tenta a reeleição pela sétima vez, disputa cargo de primeiro-ministro com centrista Gadi Eisenkot; votação é marcada por forte polarização e comparecimento recorde nas urnas

As urnas fecharam em Israel às 22h (horário local, 17h de Brasília) desta terça-feira (27). São as primeiras eleições gerais no país desde o ataque do Hamas, em 7 de outubro de 2023. O pleito definirá o futuro político do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, que tenta a reeleição pela sétima vez.
Pesquisas mais recentes indicam empate entre Netanyahu e o principal adversário dele, o centrista Gadi Eisenkot, ex-comandante militar que entrou recentemente na política e tem perfil moderado. As estimativas apontam, ainda, que nenenhum dos dois devem conquistar a maioria das cadeiras no Knesset, o Parlamento de Israel, que possui 120 cadeiras.
A votação é marcada por forte polarização e comparecimento recorde nas urnas: 44,9% durante a tarde, o maior índice desde 1973, segundo dados do Comitê Central Eleitoral de Israel.
De acordo com o órgão responsável para organização e apuração do pleito, cerca de 7,3 milhões de eleitores estão registrados e aptos a votar. As eleições ocorrem em aproximadamente 12 mil seções eleitorais. O voto é permitido a cidadãos com mais de 18 anos e não é obrigatório no país.
Netanyahu pode perder aliados no Knesset
A última rodada de pesquisas pré-eleitorais indica que o bloco de Netanyahu não deve conquistar a maioria no Knesset. Os levantamentos também apontam dificuldades para Gadi Eisenkot, principal rival do primeiro-ministro, que provavelmente precisará do apoio dos partidos árabes para tentar afastá-lo do poder.
Uma pesquisa do Channel 13 News projeta que o bloco do atual premiê, formado por partidos de direita e religiosos, cairia de 64 para 50 cadeiras no Knesset. O grupo precisa conquistar ao menos 61 dos 120 assentos para alcançar a maioria parlamentar.
O resultado das eleições definirá a distribuição das cadeiras no Parlamento de Israel e abrirá caminho para as negociações sobre a formação do próximo governo israelense.
Estudante de jornalismo pela PUC Minas, Júlia Melgaço trabalhou como repórter do caderno de Gerais no jornal Estado de Minas. Também já passou por veículos de rádio e televisão. Na Itatiaia, cobre Minas Gerais, Brasil e Mundo.



