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EUA anunciam 5 mortos em ataque contra suposta lancha do narcotráfico no Pacífico

Ofensivas contra embarcações na região começaram em setembro de 2025, desde então pelo menos 235 pessoas morreram; EUA enviaram mais de 300 soldados para treinamento na Colômbia

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Suposta lancha do narcotráfico segundos antes de ser atingida por míssil dos EUA
Suposta lancha do narcotráfico segundos antes de ser atingida por míssil dos EUA • Reprodução/Redes Sociais

O Exército dos Estados Unidos anunciou, nesta terça-feira (27), um ataque contra uma suposta embarcação de contrabando de drogas no leste do oceano Pacífico. Cinco pessoas morrreram.

Nas redes sociais, o Comando Sul dos EUA (Southcom) afirmou que o ataque teve como alvo "uma lancha rápida que operava ao longo de rotas de narcotráfico já estabelecidas".

"Informações de inteligência confirmadas revelaram a participação ativa da embarcação no narcotráfico. A operação matou cinco narcoterroristas", escreveu o Southcom na publicação, com um vídeo de uma embarcação parada explodindo após o impacto de um projétil.

O Exército estadunidense começou a atacar supostas embarcações de contrabando de entorpecentes no início de setembro de 2025. O presidente Donald Trump alega que Washington está em guerra contra os cartéis de drogas que operam a partir da América Latina.

Desde então, ao menos 235 pessoas morreram em ataques no Mar do Caribe e no leste do Pacífico, segundo um levantamento da Agence France-Presse (AFP).

O governo de Donald Trump não apresentou provas de que as embarcações atacadas estejam envolvidas no tráfico de drogas.

Organizações de direitos humanos apontam que os ataques poderiam constituir execuções extrajudiciais, uma vez que, aparentemente, tiveram como alvo civis que não representam uma ameaça imediata aos Estados Unidos.

Na última segunda-feira (26), o governo da Colômbia anunciou que os EUA estavam enviando mais de 300 soldados ao país para um treinamento conjunto de combate ao narcotráfico.

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Estudante de jornalismo pela PUC Minas, Júlia Melgaço trabalhou como repórter do caderno de Gerais no jornal Estado de Minas. Também já passou por veículos de rádio e televisão. Na Itatiaia, cobre Minas Gerais, Brasil e Mundo.

 

 

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