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Donald Trump diz que respeitará resultado das 'midterms' nos EUA 'se eleições forem honestas'

Declaração do presidente dos Estados Unidos nesta terça-feira (27) faz referência a alegações não comprovadas de fraude eleitoral em larga escala, disseminadas por ativistas do movimento MAGA, aliados de Trump

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Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump
Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump • Official White House Photo by Patrick B. Ruddy.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse, nesta terça-feira (27), que respeitará os resultados das eleições de meio de mandato no país — conhecidas como "midterms" — se a votação for considerada honesta. O pleito está marcado para acontecer em uma semana, no dia 3 de novembro.

As midterms são eleições legislativas de meio de mandato, que renovarão toda a Câmara dos Deputados e um terço do Senado estadunidense, além de 36 cargos de governador estadual no país.

A declaração aconteceu em coletiva de imprensa no Texas, onde Trump participa de comícios: "Sim, respeitarei, se foram eleições honestas".

Ele disse, ainda, que trabalharia com os democratas caso os republicanos perdessem o controle do Congresso, advertindo que, como presidente, teria um poder de veto "forte" sobre projetos de lei.

A fala de Trump faz referência a alegações não comprovadas de fraude eleitoral em larga escala, disseminadas por ativistas do movimento MAGA, acrônimo para a frase "Make America Great Again" (Faça América Boa De Novo, em tradução literal), slogan de Donald Trump e do Partido Republicano.

O que são as 'midterms' nos EUA?

As "midterms" (ou eleições de meio de mandato) são as eleições gerais que acontecem nos Estados Unidos a cada quatro anos, exatamente no intervalo de dois anos após a eleição presidencial. Elas ocorrem sempre na terça-feira após a primeira segunda-feira de novembro.

Nessas eleições, o eleitorado renova grande parte do poder legislativo e decide cargos locais:

  • Câmara dos Representantes: todos os 435 assentos são renovados, já que os deputados têm mandatos de dois anos.
  • Senado: cerca de um terço das 100 cadeiras (33 ou 34 assentos, com mandatos de seis anos) é disputado a cada ciclo.
  • Governos estaduais: a maioria dos estados (cerca de 36) elege ou reelege seus governadores.
  • Cargos locais: assembleias estaduais, prefeituras e diversas propostas de emenda ou leis locais também vão às urnas.

O resultado define se o presidente em exercício manterá a maioria no Legislativo para aprovar suas propostas ou se enfrentará um Congresso dividido (ou de oposição), o que pode paralisar a agenda do governo.

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Estudante de jornalismo pela PUC Minas, Júlia Melgaço trabalhou como repórter do caderno de Gerais no jornal Estado de Minas. Também já passou por veículos de rádio e televisão. Na Itatiaia, cobre Minas Gerais, Brasil e Mundo.

 

 

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