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'Midterms': Trump e republicanos enfrentam pesquisas negativas para eleições da Câmara de Representantes e Senado

Democratas têm 75% das chances de ganhar a Câmara de Representantes, segundo empresa de projeções eleitorais Decision Desk HQ

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O presidente dos EUA, Donald Trump
Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump • Official White House Photo by Molly Riley.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e os republicanos enfrentam pesquisas negativas a pouco menos de um mês para as eleições de meio de mandato no país — pleito conhecido como "midterms", dedicado a renovar a Câmara de Representantes (435 assentos) e um terço (35 de 100) do Senado.

A empresa de projeções eleitorais Decision Desk HQ atribui aos democratas 75% das chances de ganhar a Câmara de Representantes, projetando uma maioria de 234 a 201. No Senado, os democratas têm uma leve vantagem e poderiam ter um resultado apertado, que lhes daria uma vantagem de 51 a 49.

Neste cenário de enfraquecimento do Partido Republicano, alguns candidatos estão se distanciando de Trump, especialmente em pautas como a guerra no Irã. Mike Rogers, republicano que busca uma vaga ao Senado por Michigan, e Ashley Hinson, por Iowa, passaram neste mês a defender um encerramento rápido do conflito.

Vale destacar que, antes, esses políticos apoiaram a condução da guerra pelo governo de Donald Trump. Entretanto, em um novo movimento, Rogers afirmou em um anúncio de campanha que o confronto no país persa precisava acabar rapidamente. Hinson também passou a defender o fim da guerra e associou a questão ao impacto dos preços dos combustíveis sobre seus eleitores.

Além disso, uma derrota republicana colocaria em dificuldades a agenda de Trump. Mesmo que o próprio presidente sustente publicamente que as eleições de meio de mandato não influenciam suas decisões sobre o Irã e defenda que o conflito "valeu os custos", o jornal Washington Post indica que, em conversas privadas com assessores, ele tenha reconhecido que as próprias decisões sobre a guerra contribuíram para piorar o ambiente eleitoral para o partido.

De acordo com o jornal estadunidense, quatro pessoas a par das conversas disseram que Donald Trump passou a ouvir com atenção pesquisas desfavoráveis e demonstrou maior preocupação em ajudar os republicanos a reduzir possíveis perdas em novembro.

Trump promete US$ 5 mil a cidadãos caso republicanos vençam as 'midterms'

O presidente dos Estados Unidos reiterou no último fim de semana a promessa de dar a cada cidadão norte-americano adulto um cheque no valor de US$ 5 mil (cerca de R$ 26 mil) caso o Partido Republicano vença as eleições legislativas de novembro e mantenha o controle do Congresso.

Em um vídeo divulgado nas redes sociais, Trump disse que está "ansioso para assinar esses cheques". "Os republicanos podem fazer isso, e os democratas não podem, porque estamos arrecadando quantias enormes de dinheiro por meio das tarifas e de um sucesso econômico recorde", declarou.

O presidente dos EUA anunciou pela primeira vez o pagamento, chamado "dividendos Trump", em setembro, durante convenção republicana em Dallas.

Desde então, surgiram dúvidas sobre a legalidade do pagamento, o custo e a origem do dinheiro. As leis federais dos Estados Unidos proíbem gastos destinados a influenciar voto.

Após a promessa de Trump, os democratas classificaram o republicano como "corrupto" e "imprudente". O governador da Califórnia, Gavin Newsom, possível candidato à Presidência em 2028, condenou a promessa "do homem mais corrupto que já ocupou o Salão Oval".

O deputado democrata Jamie Raskin, de Maryland, descreveu a promessa de Trump como manobra mais recente de uma "presidência incrivelmente imprudente e disfuncional".

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Estudante de jornalismo pela PUC Minas, Júlia Melgaço trabalhou como repórter do caderno de Gerais no jornal Estado de Minas. Também já passou por veículos de rádio e televisão. Na Itatiaia, cobre Minas Gerais, Brasil e Mundo.

 

 

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