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Oriente Médio: sem apresentar provas, Netanyahu alega tentativa de fraude nas eleições em Israel

Votação é a primeira desde o ataque do Hamas, em 7 de outubro de 2023; premiê acusa integrantes de um partido árabe de tentar fraudar o pleito, mas autoridades eleitorais dizem que o caso é isolado

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O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu • Divulgação/Ronem Svulum

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, denunciou, nesta terça-feira (27) — data que marca as primeiras eleições gerais no país desde o ataque do Hamas, em 7 de outubro de 2023 —, supostas tenativas de fraudes no pleito. Entretanto, o premiê não apresentou provas.

A votação é marcada por forte polarização e comparecimento recorde nas urnas: 44,9% durante a tarde, o maior índice desde 1973, segundo dados da comissão eleitoral. Ela determinará se Netanyahu, que responde a um processo por corrupção, permanecerá no poder de Israel, que vive há três anos em estado de guerra e de grave crise social.

Com o futuro político em jogo, o premiê acusou "três dirigentes" do partido árabe Lista Árabe Unida (Ra'am) de "tentar roubar as eleições". Os três foram detidos no sul do país com envelopes cheios de dinheiro.

As autoridades eleitorais, porém, afirmaram que eles foram detidos perto de suas casas e "ainda não haviam chegado aos locais de votação". Segundo a comissão, trata-se de um "caso isolado" que está sob investigação.

O líder do Ra'am, Mansur Abbas, acusou Netanyahu de "mentir" e "espalhar medo" para mobilizar os eleitores de direita. Já o partido Yashar afirmou que o primeiro-ministro tenta preparar o terreno para contestar os resultados em caso de derrota.

Futuro de Netanyahu

Pesquisas mais recentes indicam empate entre Benjamin Netanyahu e o principal adversário dele, o centrista Gadi Eisenkot, ex-comandante militar que entrou recentemente na política e tem perfil moderado.

As falhas de segurança que permitiram que combatentes do Hamas entrassem em território israelense pesam sobre a popularidade de Netanyahu. Reportagens publicadas pelo jornal israelense Haaretz e, posteriormente, pelo New York Times, denunciam que o premiê teria sido alertado pelo emir dos Emirados Árabes Unidos, Mohammad bin Zayed, de que o Hamas planejava uma ação terrorista dias antes do atentado considerado o mais letal em Isarel.

A reportagem da Itatiaia explicou sobre a denúncia contra Netanyahu. Para saber mais, basta clicar aqui.

Nos últimos dias de campanha, Benjamin Netanyahu publicou uma série de mensagens que apelam ao medo e provocaram críticas, além de preocupações econômicas.

O premiê de Israel publicou, no domingo (25), uma imagem gerada por inteligência artificial que mostra uma bomba atômica caindo sobre Tel-Aviv. Na publicação, ele alertou que um Irã nuclear representa uma “ameaça existencial real e tangível” para Israel.

Benjamin Netanyahu, de 76 anos, é o que permaneceu mais tempo no cargo, em vários períodos não consecutivos.

Os locais de votação estão previstos para fechar às 22h horário local desta terça-feira (27), (17h de Brasília). O Likud, partido de Netanyahu, pediu a prorrogação do horário, mas a legenda de Eisenkot, Yashar, se opôs à medida, alegando que “não ocorreu nenhum incidente excepcional” que a justificasse.

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Estudante de jornalismo pela PUC Minas, Júlia Melgaço trabalhou como repórter do caderno de Gerais no jornal Estado de Minas. Também já passou por veículos de rádio e televisão. Na Itatiaia, cobre Minas Gerais, Brasil e Mundo.

 

 

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