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Governo Trump envia 600 soldados para a América Latina, publica jornal dos EUA

Denúncia do The New York Times aponta que militares participarão de treinamentos e atividades no Panamá, na Colômbia e em Honduras; movimentação pode fazer parte de objetivo de Donald Trump em retomar a influência na região

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Militares panamenhos e americanos participam de um treinamento de manobras de sobrevivência liderado pelo Exército dos EUA, em 2 de dezembro de 2025
Militares panamenhos e americanos participam de um treinamento de manobras de sobrevivência liderado pelo Exército dos EUA, em 2 de dezembro de 2025 • Martin Bernetti/AFP

Uma denúncia do jornal The New York Times (NYT) aponta que os Estados Unidos começaram a enviar cerca de 600 soldados do exército para a América Latina. O movimento, de acordo com o jornal, seria parte de uma ampliação da ofensiva militar do governo de Donald Trump contra o tráfico de drogas na região. Os militares participarão de treinamentos e exercícios com forças locais no Panamá, na Colômbia e em Honduras.

As informações foram divulgadas nesta quinta-feira (15), com a reportagem citando relatos de autoridades militares dos Estados Unidos, sob condição de anonimato. Os primeiros integrantes do exército já começaram a ser enviados para um centro de treinamento no Panamá, de acordo com o New York Times.

Depois, os soldados seguirão para a Colômbia, onde participarão de exercícios militares previstos para começar ainda em outubro. Outra parte será deslocada para Honduras, também com atividades de treinamento com forças locais previstas.

Parte dos militares também poderá prestar apoio a forças de operações especiais estadunidenses que assessoram exércitos locais desses países latino-americanos, em ações contra suspeitos de tráfico de drogas. Todas as informações são do NYT.

Ainda de acordo com o jornal norte-americano, os deslocamentos são, incialmente, temporários. Mas, podem se tornar uma presença mais permanente das Forças Armadas dos Estados Unidos na América Latina.

Ampliação militar na América Latina

O New York Times afirma que a movimentação faz parte de uma estratégia do governo de Donald Trump para ampliar a atuação dos Estados Unidos no combate aos cartéis de drogas na América Latina. A ampliação militar também integra o objetivo de Trump em retomar a influência dos EUA na região e conter o avanço de potências de outros continentes.

Em agosto deste ano, o governo republicano publicou um vídeo em que defende a "Doutrina Monroe" e afirma que o domínio americano na América Latina não será questionado. O movimento, criado em 1823 pelo então presidente James Monroe, tinha como princípio reafirmar a influência dos EUA sob os países do continente em detrimento da colonização europeia.

No vídeo, o embaixador dos EUA no Panamá, Kevin Marino Cabrera, explica o surgimento da Doutrina Monroe. Naquele momento, os EUA apoiava formalmente a independência dos países da Espanha e de Portugal, no caso do Brasil, prometendo manter o continente livre de influência externa.

Cabrera defende o imperialismo norte-americano, relembrando uma série de ações que os EUA realizaram no continente a partir do século XIX. Porém, omite os episódios em que Washington apoiou governos autoritários na América Latina, em especial na segunda metade do século XX.

"A Doutrina Monroe moldou a política externa dos Estados Unidos por quase duas décadas. A dominância americana no Hemisfério Ocidental jamais será questionada", diz a publicação do Departamento de Estado dos EUA nas redes sociais.

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Estudante de jornalismo pela PUC Minas, Júlia Melgaço trabalhou como repórter do caderno de Gerais no jornal Estado de Minas. Também já passou por veículos de rádio e televisão. Na Itatiaia, cobre Minas Gerais, Brasil e Mundo.

 

 

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