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Estados Unidos revogam vistos de autoridades da América Latina acusadas de corrupção

Governo americano cancelou vistos de países como Colômbia, Bolívia, Equador e Peru

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Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, discursa no Debate Geral da 81ª Assembleia Geral da ONU, em Nova York
Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, discursa no Debate Geral da 81ª Assembleia Geral da ONU, em Nova York, em 22 de setembro de 2026 • ONU/Loey Felipe

O governo dos Estados Unidos sancionou, nesta segunda-feira (28), os vistos de juízes e autoridades da Bolívia, Colômbia, Equador e Peru que são acusados de corrupção, conspiração contra os próprios governos e vínculos com o narcotráfico.

A lista de pessoas que tiveram seus vistos cancelados inclui magistrados da Corte Suprema, altos funcionários da polícia, promotores e um empresário bolivianos; um empresário e uma senadora colombianos; e um magistrado do primeiro juizado constitucional de Lima, segundo um comunicado do Departamento de Estado.

A justificativa dada pelo governo foi de que essa era uma das medidas previstas nos compromissos assumidos na aliança Escudo das Américas, criada por Donald Trump.

Líderes da aliança se reuniram na semana passada à margem da Assembleia Geral da ONU e reafirmaram a disposição de adotar "medidas coletivas", com um primeiro conjunto de sanções contra 24 grupos criminosos.

"Essa política restringe a concessão de vistos a cidadãos estrangeiros - e a seus familiares diretos - que enfraqueçam um governo eleito democraticamente por meio de atividades de corrupção ou narcotráfico em nossa região", afirmou o texto.

"Enfraquecer um governo eleito democraticamente é uma ameaça à segurança e ao Estado de Direito nas Américas, e não será tolerado", advertiu o comunicado.

O cenário nos países sancionados

O governo conservador boliviano enfrentou semanas de protestos que paralisaram boa parte do país, até que o presidente decretou o estado de exceção em 20 de junho. A medida continua em vigor.

No país, os sancionados incluem o magistrado constitucional Israel Ramiro Campero, o ex-magistrado Iván Ramiro Campero, o juiz de instrução Rodrigo Vedia, os promotores Albania Chane e Alberto Zeballos, ambos de Santa Cruz, a juíza Rosario Flores, também de Santa Cruz, o promotor Alvaro Nava, de Chuquisaca, o coronel da polícia Frans Cabrera e o empresário José Luis Iriarte.

A Colômbia acaba de eleger o presidente Abelardo de la Espriella, que se apresenta como aliado de Trump, após uma campanha eleitoral acirrada e acusações de que a oposição de esquerda tentou impedi-lo de chegar ao poder.

Os afetados do país são Euclides Torres, empresário do setor de energia, e Martha Isabel Peralta, senadora do Pacto Histórico, de esquerda. No Peru, o afetado é Juan Carlos Núñez, juiz do primeiro circuito constitucional de Lima.

O Equador, outro aliado de Washington, trava uma guerra contra o crime organizado com apoio de forças militares americanas. O Peru também acaba de eleger uma presidente conservadora após uma campanha acirrada.

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