Maduro e esposa se declaram inocentes de novas acusações de tortura em Nova York, nos EUA
Casal nega denúncias apresentadas pelo governo de Donald Trump divulgadas há uma semana; julgamento dos venezuelanos está marcado para junho de 2027 e pena pode passar de 50 anos

Nicolás Maduro, presidente deposto da Venezuela, e Cilia Flores, esposa dele, se declararam inocentes nesta quinta-feira (15) de acusações de tortura e adversários políticos em um tribunal em Nova York, nos Estados Unidos. Os dois estão sob custódia do país desde 3 de janeiro deste ano, quando Washington realizou uma operação no país sul-americano e capturou o casal.
A audiência realizada ao meio-dia no horário de Brasília, nesta quinta-feira (15), aconteceu para responder à nova acusação de feita pelo governo de Donald Trump, há uma semana, de conspirar para torturar adversários políticos. As acusações adicionais ampliaram o processo criminal dos EUA contra Maduro, de 63 anos, e Flores, de 70.
Eles já haviam se declarado inocentes, anteriormente, das acusações de que abusaram do poder para ajudar traficantes de drogas a transportar cocaína. Os advogados do casal também afirmaram que os dois negam, ainda, as acusações de tortura.
Por outro lado, promotores do gabinete do procurador dos Estados Unidos em Manhattan afirmam que Maduro ordenou que autoridades torturassem políticos da oposição e militares acusados de conspirar contra ele, buscando se mandar no poder da Venezuela.
A denúncia aponta que um dos episódios foi registrado em 2014, quando Maduro teria ordenado que autoridades sequestrassem militares para obter informações sobre possíveis dissidentes. Quando alguns deles continuaram a resistir, ele teria dito ao agentes que deveriam "apertá-los com mais força".
Enquanto isso, Cilia Flores teria concordado com o plano durante a reunião e rejeitou uma proposta alternativa de obter informações, ainda segundo a denúncia dos EUA. O casal não é acusado de ter praticado pessoalmente qualquer ato de tortura.
O julgamento de Nicolás Maduro e Cilia Flores está previsto para começar em 1º de junho de 2027. Em caso de condenação por todas as acusações, cada um enfrentará uma pena mínima obrigatória de 50 anos de prisão.

Estudante de jornalismo pela PUC Minas, Júlia Melgaço trabalhou como repórter do caderno de Gerais no jornal Estado de Minas. Também já passou por veículos de rádio e televisão. Na Itatiaia, cobre Minas Gerais, Brasil e Mundo.



