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Oriente Médio: navios da Marinha dos EUA retiram minas do Estreito de Ormuz

Comando Central dos Estados Unidos afirma que ação estabelece e incentiva 'o livre fluxo do comércio'

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Por volta de 10h30, horário de Brasília, era possível encontrar grande movimentação no Estreito de Ormuz
Movimentação no Estreito de Ormuz após cessar-fogo • Reprodução / Vessel Finder

O Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM) informou, neste sábado (11), que dois navios contratorpedeiros, guiados da Marinha norte-americana, começaram a remover minas no Estreito de Ormuz. A medida acontece após alguns navios ainda não conseguirem passar pela passagem martítima, apesar do cessar-fogo, de duas semanas, com o Irã.

Em uma publicação nas redes sociais, o CENTCOM divulgou que o USS Frank E. Peterson e o USS Michael Murphy "atravessaram o Estreito de Ormuz e operaram no golfo Pérsico como parte de uma missão mais ampla para garantir que o estreito esteja totalmente livre de minas marítimas anteiormente colocadas pelo Corpo dos Guardas Revolucionários Islâmicos do Irã".

O comandante do CENTCOM, o almirante Brad Cooper, afirmou que, em breve, irá compartilhar "esse caminho seguro com a iesndústria marítima para incentivar o livre fluxo do comércio".

O presidente dos EUA, Donald Trump, também se pronunciou neste sábado (11). Em uma postagem na própria rede social, a Truth Social, o republicano disse que o país está "iniciando o processo de limpeza do estreito de Ormuz como um favor a países de todo o mundo".

O que é o Estreito de Ormuz?

O Estreito de Ormuz é uma passagem marítima estreita localizada entre o Golfo Pérsico e o Golfo de Omã, classificado como o principal chokepoint (gargalo logístico) energético do mundo, que está praticamente paralisado pela guerra no Oriente Médio.

O conflito começou em 28 de fevereiro, quando os Estados Unidos e Israel começaram a bomberdear o Irã. O país persa, em represália, ataca bases militares norte-americanas na região, instalações israelenses e restringe o acesso ao Estreito de Ormuz. A via é o caminho de escoamento para 20% do Gás Natural Liquefeito (GNL) negociado no planeta. Além disso, cerca de 20 milhões de barris de petróleo bruto transitam, em condições normais, pela passagem diariamente

O fechamento do Estreito de Ormuz afeta diretamente a economia mundial, visto que a maioria do fluxo atual está impedida de transitar no local. Nos Estados Unidos, por exemplo, o preço da gasolina chegou a US$ 3,72 por galão, em média, de acordo com a Associação Automobilística Americana (em inglês: American Automobile Association). Este é o preço mais alto do combustível comum desde 7 de outubro de 2023.

Além do prejuízo econômico, o fechamento do Estreito de Ormuz trouxe consequências no transporte marítimo e ataques contra embarcações, com desaparecimentos, feridos e mortes.

• NASA | AFP
• NASA | AFP

Cessar-fogo entre EUA e Irã

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, concordou, na terça-feira (7) em suspender os ataques ao Irã por duas semanas após analisar proposta de cessar-fogo intermediada pelo primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif. A informação foi divulgada pelo republicado na Truth Social. Trump havia dado um ultimato ao Irã, ao ameaçar "destruir uma civilização inteira" caso o país não abrisse o Estreito de Ormuz até as 21h de terça no horário de Brasília.

"Este será um cessar-fogo bilateral! A razão para tal é que já cumprimos e superamos todos os objetivos militares e estamos muito avançados em um acordo definitivo sobre a paz a longo prazo com o Irã e a paz no Oriente Médio. Recebemos uma proposta de 10 pontos do Irã e acreditamos que ela constitui uma base viável para a negociação. Quase todos os pontos de discórdia anteriores foram acordados entre os Estados Unidos e o Irã, mas um período de duas semanas permitirá que o acordo seja finalizado e consolidado", escreveu Trump.

Ao lado do Egito, Turquia e Arábia Saudita, o Paquistão tem atuado como mediador na tentativa de reduzir as tensões no Oriente Médio. Conforme Sharif, os esforços diplomáticos avançam de forma “constante, firme e eficaz”, com potencial para resultados concretos no curto prazo.

Entenda o conflito no Oriente Médio

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Estudante de jornalismo pela PUC Minas, Júlia Melgaço trabalhou como repórter do caderno de Gerais no jornal Estado de Minas. Também já passou por veículos de rádio e televisão. Na Itatiaia, cobre Minas Gerais, Brasil e Mundo.