Oriente Médio: aeroporto no Irã retomará voos internacionais neste fim de semana
Operações foram interrompidas desde o início do conflito na região, envolvendo o país persa, os Estados Unidos e Israel

O Aeroporto Imã Khomeini de Teerã, capital do Irã, retomará os voos internacionais neste sábado (25) — as operações estavam interrompidas desde o início da guerra no Oriente Médio, em 28 de fevereiro. A informação foi divulgada pela agência de notícias ISNA, nesta sexta-feira (24).
Neste momento, somente os voos internacionais para Istambul, capital da Turquia, e Mascate, no Omã, voltarão a operar. O Aeroporto Imã Khomeini é um dos dois principais da capital iraniana.
Na última segunda-feira (20), a autoridade de aviação civil do Irã havia anunciado a reabertura de Mehrabad, outro grande aeroporto localizado no Nordeste do país.
Conflito no Oriente Médio
Donald Trump anunciou, em 28 de fevereiro, que os Estados Unidos atacariam o Irã com o objetivo de destruir as forças armadas do país e seu programa nuclear. Desde então mais de duas mil pessoas morreram. Em um vídeo publicado na rede Truth Social, o republicano acusou o Irã de rejeitar “todas as oportunidades de renunciar às suas ambições nucleares”. De acordo com Trump, os EUA “não aguentam mais”. Na ocasião, Israel também anunciou ataques contra o Irã.
Como resposta, o regime iraniano lançou uma onda de ataques em grande parte do Oriente Médio, com explosões em países que abrigam bases militares norte-americanas, como os Emirados Árabes, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia e Iraque.
Pouco antes do conflito completar dois meses, Irã confirmou, em 7 de abril, o acordo de cessar-fogo com os Estados Unidos por duas semanas. Neste período, uma rodada de negociações para uma trégua definitiva aconteceu no Paquistão, mas os países não chegaram a um acordo.
Próximo do fim do prazo, presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, decidiu, em 21 de abril, estender o cessar-fogo firmado entre o país e o Irã “até que seus líderes e representantes apresentem uma proposta unificada”.
Sem previsão para um acordo entre os países que possa pôr fim ao conflito em definitivo, o Programa Mundial de Alimentos (PMA) da Organizações das Nações Unidas (ONU) estimou que mais de 45 milhões de pessoas poderão passar fome se a guerra no Oriente Médio se estender até junho deste ano. A pesquisa foi divulgada pelo diretor-executivo adjunto do PMA, Carl Skau, em março. Na ocasião, Skau disse que "a fome nunca foi tão grave como agora".
Estudante de jornalismo pela PUC Minas, Júlia Melgaço trabalhou como repórter do caderno de Gerais no jornal Estado de Minas. Também já passou por veículos de rádio e televisão. Na Itatiaia, cobre Minas Gerais, Brasil e Mundo.



