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Kremlin rejeita acusações de que Alexei Navalny morreu envenenado

Incriminição foi feita por cinco países europeus: Reino Unido, França, Alemanha, Suécia e Países Baixos

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Alexei Navalny, um dos principais adversários de Putin, morreu no dia 16 de fevereiro de 2024 • Isac Nóbrega/PR | KIRILL KUDRYAVTSEV/AFP

O Kremlin rejeitou nesta segunda-feira (16) as acusações feitas por cinco países europeus de que o governo russo teria envenenado Alexei Navalny, o principal opositor do presidente Vladimir Putin, que morreu em 2024 na prisão.

“Naturalmente, não aceitamos tais acusações. Discordamos delas. Consideramo-las tendenciosas e infundadas. E, de fato, as rejeitamos categoricamente”, afirmou o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov.

Segundo os governos, análises laboratoriais identificaram a toxina em amostras biológicas e indicam que ela “muito provavelmente causou sua morte”.

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Relembre a morte do opositor russo

Alexei Navalny morreu há exatamente dois anos, em 16 de fevereiro de 2024, em uma prisão no Ártico, onde cumpria pena de 19 anos sob acusações de extremismo.

Considerado o principal opositor do presidente russo Vladimir Putin, ele já havia sido alvo de outro envenenamento em 2020, quando foi intoxicado com o agente neurotóxico Novichok durante uma viagem à Sibéria.

Na ocasião, Navalny foi transferido para tratamento na Alemanha e, ao retornar à Rússia, acabou preso. Após morrer, autoridades russas demoraram dias para entregar o corpo à família, o que gerou protestos de apoiadores. A viúva, Yulia Navalnaya, afirmou em setembro do ano passado que análises laboratoriais comprovaram o envenenamento.

Entenda a toxina, vinda da América

A substância citada pelos países europeus é a epibatidina, toxina presente na pele das chamadas rãs-dardo, anfíbios nativos da América do Sul, especialmente do Equador.

Segundo especialistas, a substância é um composto extremamente potente, capaz de afetar o sistema nervoso mesmo em pequenas quantidades. A toxina é considerada rara e não possui uso medicinal aprovado, sendo classificada como altamente perigosa.

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Alex Araújo é formado em Jornalismo e Relações Públicas pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UniBH) e tem pós-graduação em Comunicação e Gestão Empresarial pela Universidade Pontifícia Católica de Minas Gerais (PUC Minas). Já trabalhou em agência de publicidade, assessoria de imprensa, universidade, jornal Hoje em Dia e portal G1, onde permaneceu por quase 15 anos.