O governo do Peru declarou estado de alerta nas regiões costeiras após a autoridade climática do país confirmar a aproximação do fenômeno conhecido como “El Niño Costeiro”. A previsão é que os efeitos do episódio no país comecem a ser sentidos a partir de março e se estendam até novembro de 2026.
De acordo com a Comissão Multissetorial do Estudo Nacional do Fenômeno El Niño (Enfen), os indicativos apontam para o início do aquecimento anormal das águas na faixa litorânea nos próximos meses. Inicialmente, o fenômeno deve apresentar intensidade fraca, podendo ganhar força moderada a partir de julho, durante o inverno no hemisfério sul.
O El Niño Costeiro é responsável por provocar elevação da temperatura do oceano e alterar os padrões climáticos. Com isso, são favorecido chuvas de moderadas a fortes, principalmente na costa norte do país, onde os termômetros frequentemente ultrapassam os 30 °C. Também há previsão de temperaturas do ar acima da média para o período.
Com o estado de alerta, as autoridades reforçam o monitoramento de possíveis desastres naturais e orientam o governo a adotar medidas preventivas para reduzir riscos e preparar respostas rápidas diante de situações emergenciais.
Historicamente, o fenômeno costuma estar associado a deslizamentos de terra, transbordamento de rios, enchentes, períodos de seca em algumas áreas e aumento significativo do calor na região costeira, devido ao superaquecimento das águas do Pacífico. O último episódio que atingiu o país ocorreu em 2023.
O El Niño Costeiro é considerado uma manifestação regional do fenômeno climático global El Niño. Em escala mundial, costuma ocorrer em intervalos de dois a sete anos.