O jovem alemão Shahriar J., de 21 anos, será julgado nesta sexta-feira (9) após ser acusado de manipular, de forma, sádica adolescentes pela internet. O suspeito teria incitado as vítimas com conteúdos sexuais, de automutilação e até de suicídio. Quando os crimes aconteceram, em 2021, Shahriar também era menor de idade, um adolescente de apenas 16 anos.
O jovem, também conhecido como White Tiger, o pseudônimo que usava na internet, foi formalmente acusado por meio de um intermediário, de um assassinato e cinco tentativas de assassinato em todo o mundo. Entre as acusações, Shahriar teria induzido um adolescente transgênero, de apenas 13 anos, ao suicídio por execução em um estacionamento em janeiro de 2022. O ato foi transmitido ao vivo pela internet.
Shahriar também é suspeito de outros 204 crimes, contra mais de 30 vítimas entre crianças e adolescentes, moradores da Alemanha, Canadá, Finlândia e Estados Unidos. Os episódios teriam acontecido entre janeiro de 2021 e setembro de 2023.
O caso coloca as autoridades alemãs em apuros, devido aos quatro anos decorridos entre a primeira denúncia contra Shahriar J. e sua prisão. Para este julgamento, o tribunal regional de Hamburgo prevê 82 dias de audiência, até 17 de dezembro de 2026.
Organização criminosa
Após a prisão de Shahriar, foi identificada uma rede mundial de predadores online que manipula jovens vulneráveis para que pratiquem violência contra si mesmos ou induzam outros a fazê-lo. A rede, conhecida como “764", compartilhou conteúdos ultraviolentos, incluindo imagens de abusos sexuais contra menores.
Membros da organização criminosa virtual traçavam estratégias sobre como atrair vítimas para produzir material sexualmente explícito e depois usá-lo para chantageá-las. Esse tipo de conduta é conhecido como “cybergrooming”.
Saiba o que é Grooming
Grooming é quando um adulto busca a confiança de uma criança ou adolescente com o objetivo de cometer crimes sexuais. A prática é comum virtualmente, onde os criminosos também se passam por jovens em perfis falsos nas redes sociais.
No Brasil, o ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente) criminaliza o aliciamento, assédio, instigar ou constrangimento de crianças, com o intuito de cometer crimes sexuais.
*Com informações de AFP News