O número de mortes decorrentes dos protestos no Irã continua a subir de forma alarmante. Segundo dados divulgados por organizações não governamentais que acompanham a crise humanitária no país, ao menos 45 pessoas morreram em 12 dias de manifestações no país.
O balanço atualizado indica que a repressão policial às manifestações populares já resultou em dezenas de vítimas fatais, evidenciando o acirramento das tensões entre a população civil e as forças de segurança estatais.
Os confrontos, que ganharam escala nacional, tiveram início após a morte de uma jovem sob custódia da chamada “polícia da moralidade”, evento que desencadeou uma onda de indignação global e pedidos por reformas profundas no sistema de liberdades individuais do país.
Relatos colhidos por entidades de direitos humanos apontam para o uso de força letal em diversas províncias, enquanto o governo iraniano mantém um rígido controle sobre o fluxo de informações e o acesso à internet, dificultando a verificação precisa do total de feridos e detidos.
A comunidade internacional tem reagido com preocupação diante do agravamento do cenário, com líderes globais e órgãos como a ONU pressionando Teerã por uma investigação independente sobre os abusos relatados.
Enquanto isso, o regime mantém um discurso de que os atos são instigados por agentes externos, intensificando a mobilização militar nas ruas para conter o que classifica como distúrbios à ordem pública.
Com informações de CNN Brasil