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Israel mata 24 civis perto de centro de ajuda humanitária na Faixa de Gaza

Exército de Israel afirma que vítimas eram 'suspeitos' que não responderam aos soldados

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Mulher segura corpo de parente morto em ataque israelense na Faixa de Gaza
Mulher segura corpo de parente morto em ataque israelense na Faixa de Gaza

A Defesa Civil da Faixa de Gaza informou nesta terça-feira (3) que pelo menos 24 pessoas morreram no sul do território palestino por disparos israelenses. O Exército de Israel afirmou que abriu fogo contra "suspeitos" que não responderam às ordens dos soldados.

"Quando as forças de ocupação israelenses abriram fogo com ajuda de tanques e drones contra milhares de civis que estavam reunidos após o amanhecer perto do cruzamento de Al Alam, na região de Al Mawasi, ao noroeste de Rafah", declarou à AFP o porta-voz da Defesa Civil, Mahmud Bassal.

O Exército israelense afirmou que enfrentou "suspeitos" nas rodovias que levam a um ponto de distribuição de ajuda humanitária.

"Vários soldados efetuaram disparos de advertência e, como os suspeitos não recuavam, dispararam novamente na direção dos suspeitos que se aproximavam dos soldados", acrescentou.

O Exército "está a par das informações sobre vítimas. Os detalhes do incidente estão sendo analisados", completou a nota militar.

No domingo (2), 31 pessoas morreram e 176 ficaram feridas por disparos perto de um centro de ajuda humanitária em Rafah, no sul da Faixa de Gaza.

A força israelense negou ter "atirado contra civis quando estavam perto ou dentro" do centro de distribuição da Fundação Humanitária de Gaza (GHF, na sigla em inglês).

O secretário-geral da ONU, António Guterres, pediu na segunda-feira uma investigação independente sobre o incidente de domingo.

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Enzo Menezes é chefe de reportagem do portal da Itatiaia desde 2022. Mestrando em Comunicação Social na UFMG, fez pós-graduação na Escola do Legislativo da ALMG e jornalismo na Fumec. Foi produtor e coordenador de produção da Record e repórter do R7 e de O Tempo