Irã abate dois aviões de guerra dos EUA; buscas seguem por tripulante desaparecido
Perda representa uma escalada dramática nas hostilidades e contradiz diretamente as recentes afirmações da administração Trump de que as forças aliadas já haviam estabelecido superioridade

As forças militares dos Estados Unidos mobilizam, nesta sexta-feira (3), uma operação intensiva de busca e resgate no sudoeste do Irã após o abatimento de aeronaves americanas por fogo inimigo. De acordo com informações obtidas pelo jornal "The Washington Post", o incidente envolveu um caça F-15E e uma aeronave de ataque A-10 Thunderbolt II, marcando a primeira perda de aviões dos EUA em território iraniano desde o início do conflito, há cinco semanas.
A perda representa uma escalada dramática nas hostilidades e contradiz diretamente as recentes afirmações da administração Trump de que as forças aliadas já haviam estabelecido superioridade aérea total sobre a região.
O resgate dos militares apresenta um cenário de incertezas e riscos elevados. Um dos dois tripulantes a bordo do F-15E foi localizado e resgatado, embora informações sobre seu estado de saúde permaneçam sob sigilo. Em um evento separado, o piloto do A-10 conseguiu conduzir a aeronave danificada até o espaço aéreo do Kuwait antes de ejetar com segurança, sendo prontamente recuperado.
No entanto, o Pentágono ainda não confirmou oficialmente a derrubada do segundo avião. Durante as manobras de salvamento, dois helicópteros Black Hawk foram atingidos por disparos iranianos, resultando em tripulantes feridos, mas ambas as unidades conseguiram retornar à base.
A operação conta com o apoio estratégico de Israel, conforme confirmado por um oficial militar israelense que falou sob anonimato. Enquanto isso, imagens que circulam nas redes sociais mostram drones e helicópteros americanos sobrevoando a zona montanhosa onde ocorreu o incidente.
Embora o número exato de tripulantes envolvidos não tenha sido divulgado de imediato e as causas da queda do caça — se por abate direto ou falha técnica — ainda não tenham sido esclarecidas, a Casa Branca informou, por meio da secretária de imprensa Karoline Leavitt, que o presidente Donald Trump já foi notificado sobre a situação.
Do lado iraniano, a resposta foi imediata e midiática. Uma emissora afiliada à TV estatal convocou a população civil a capturar e entregar qualquer "piloto inimigo" às autoridades locais, prometendo recompensas financeiras em troca. As buscas iranianas concentram-se na província de Boyer-Ahmad, uma vasta área rural e montanhosa de 15.500 quilômetros quadrados, estendendo-se também às províncias vizinhas de Chaharmahal e Bakhtiari.
Durante a transmissão, o canal exibiu imagens de destroços metálicos em uma caminhonete e mensagens instando o público a atacar aeronaves americanas avistadas na região. Embora o Irã tenha um histórico de alegações falsas sobre abatimentos durante esta guerra, esta é a primeira vez que o governo utiliza a televisão oficial para coordenar uma busca popular por um piloto estrangeiro.
Com informações de Estadão Conteúdo
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