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Exército do Irã tem voluntários a partir de 12 anos em guerra com Israel e EUA

Redução da idade mínima foi anunciada por um oficial da Guarda Revolucionária do Irã; iniciativa acende alerta

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Bandeira do Irã
Bandeira do Irã • Pixabay

Uma declaração de um oficial da Guarda Revolucionária do Irã reacendeu preocupações internacionais sobre o uso de menores em contextos ligados à guerra que acontece entre o país, Estados Unidos e Israel. Segundo informações divulgadas pela emissora iraniana Iran International, a idade mínima para participação em ‘atividades de apoio’ foi reduzida para 12 anos.

A medida foi confirmada por Rahim Nadali, integrante da Guarda Revolucionária do Irã em Teerã. De acordo com ele, a decisão faz parte de uma iniciativa chamada “Pelo Irã”, que tem recrutado voluntários para atuar em funções como patrulhamento, postos de controle e logística.

“Considerando que a idade dos interessados diminuiu e que eles estão pedindo para participar, reduzimos a idade mínima para 12 anos”, afirmou Nadali, segundo a Iran International. Ele acrescentou que adolescentes de 12 e 13 anos já podem integrar as atividades, desde que manifestem interesse.

A declaração foi transmitida pela mídia estatal iraniana como parte da cobertura sobre a mobilização nacional, ainda conforme a Iran International. No entanto, o anúncio gerou críticas imediatas de organizações de direitos humanos, que veem a medida como uma possível violação de acordos internacionais.

O Irã é signatário da Convenção sobre os Direitos da Criança, que proíbe a participação de menores em atividades militares. Para especialistas, a inclusão de crianças e adolescentes, mesmo em funções consideradas de apoio, pode representar risco à integridade física e psicológica desses jovens.

A preocupação não é recente. Durante os protestos de 2022, desencadeados pela morte de Mahsa Amini, imagens que circularam nas redes sociais mostravam adolescentes usando uniformes semelhantes aos militares e equipamentos de proteção, o que já havia gerado questionamentos internacionais, segundo a Iran International.

Além disso, entidades denunciam um histórico de violência contra menores no país. O Centro para os Direitos Humanos no Irã afirmou que mais de 200 crianças teriam sido mortas por forças de segurança durante protestos no início de 2026. As informações também foram destacadas pela Iran International.

Relatórios de organizações como a Anistia Internacional e a Human Rights Watch apontam ainda casos de crianças baleadas, detidas e submetidas a abusos durante manifestações. Segundo essas entidades, o uso de força letal contra menores viola normas do direito internacional.

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Estudante de Jornalismo na PUC e apaixonada pela área, Gabriela Neves gosta de contar histórias empolgantes e desafiadoras. Na Itatiaia, cobre Minas Gerais, Brasil e mundo. Tem experiência em marketing pela Rock Content, cobertura de cidades pela Record Minas e assessoria política na Assembleia Legislativa de Minas Gerais.