Estados Unidos intensificam esforço para revogar cidadania de pessoas naturalizadas
Departamento de Justiça visa revogar a cidadania de pessoas naturalizadas que obtiveram o status de forma fraudulenta ou cometeram crimes graves

O governo dos Estados Unidos tem intensificado os esforços para revogar a cidadania de pessoas naturalizadas, em uma medida que faz parte da política migratória adotada pelo presidente Donald Trump. O Departamento de Justiça anunciou recentemente a abertura de processos para retirar a cidadania de 17 indivíduos acusados de terem obtido o benefício de forma fraudulenta.
A chamada desnaturalização é o procedimento legal utilizado para retirar a cidadania de estrangeiros que se tornaram cidadãos norte-americanos por meio da naturalização. O processo é considerado raro e só pode ser determinado por um tribunal federal. Pela legislação dos EUA, a medida geralmente é aplicada quando há comprovação de fraude, omissão de informações relevantes ou declarações falsas durante o processo de obtenção da cidadania.
Segundo as autoridades americanas, algumas das pessoas alvo da nova ofensiva são investigadas por fraude e abuso sexual de menores. O governo Trump argumenta que a cidadania é um privilégio que pode ser retirado quando obtida de forma irregular.
Dados do Departamento de Justiça mostram que os processos de desnaturalização historicamente são incomuns. Entre 1990 e 2017, a média foi de cerca de 11 ações por ano. No entanto, o número de casos tem aumentado nos últimos anos, especialmente durante os governos Trump, que adotaram uma postura mais rígida em relação à imigração.
Especialistas destacam que o presidente dos Estados Unidos não pode revogar unilateralmente a cidadania de uma pessoa naturalizada. Para que isso ocorra, o governo precisa apresentar provas em um tribunal federal, que será responsável por decidir se houve irregularidades no processo de naturalização.
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