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Vice-presidente dos EUA critica 'reação exagerada' de Israel sobre acordo com Irã

JD Vance afirma que autoridades israelenses exageraram nas críticas ao memorando de paz com país persa; governo Trump defende pacto entre Washington e Tel-Aviv

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JD Vance, vice presidente dos Estados Unidos
JD Vance, vice presidente dos Estados Unidos • Mandel Ngan/AFP

O vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, criticou, nesta quinta-feira (18), o que classificou de "pânico estranho" e "reação exagerada" de Israel sobre o acordo firmado entre Washington e Teerã. As declarações foram publicadas em entrevista ao jornal The New York Times. 

"Existe esse pânico estranho dentro do sistema israelense, em que eles assumem que tudo o que for favorável ao Irã vai acontecer, mas sem que os iranianos mudem qualquer comportamento", disse Vance ao jornal. "Não é assim que o acordo foi escrito."

A posição do vice-presidente estadunidense acontece em meio aos esforços do governo de Donald Trump para conter críticas ao entendimento alcançado com o Irã. Autoridades israelenses, incluindo aliados do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, afirmaram que o acordo:

Refutando os argumentos de Israel, Vance afirmou que os Estados Unidos não suspenderão sanções contra o Irã caso o país continue financiando organizações classificadas por Washington como terroristas — fazendo referência ao Hezbollah. O vice-presidente acusou, ainda, Israel de demonstrar falta de confiança no principal aliado do país.

"Considero toda essa reação exagerada em Israel um pouco estranha, porque ela vem de um lugar de desconfiança. E acredito que os Estados Unidos conquistaram a confiança dessa região do mundo", afirmou.

O vice-presidente também destacou que Washington tem sido um parceiro importante para Israel ao longo dos anos. "A ideia de que fizemos um acordo terrível não é sustentada pelos fatos e não faz sentido quando se considera a extensão dessa relação", declarou Vance.

Acordo entre EUA e Irã

Momento em que Donald Trump assina acordo de paz com Irã, ao lado do presidente da França Emmanuel Macron • Reprodução CNN Brasil
Momento em que Donald Trump assina acordo de paz com Irã, ao lado do presidente da França Emmanuel Macron • Reprodução CNN Brasil

Os Estados Unidos e o Irã assinaram oficialmente um acordo de paz na noite de quarta-feira (17). O presidente Donald Trump realizou a assinatura em jantar no Palácio de Versalhes, na França. O documento também recebeu a assinatura do presidente iraniano Mesoud Pezeshkian.

Os países haviam anunciado que chegaram a um entendimento no domingo (14). A informação, incialmente, foi divulgada pelo primeiro-ministro do Paquistão Shehbaz Sharif — país intermediador durante as negociações de cessar-fogo. O vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, viajou até o Paquistão para uma reunião com Shehbaz Sharif no fim de semana.

O memorando de entendimento entre Washington e Teerã foi assinado eletronicamente na segunda-feira (15), pelo presidente dos EUA, Donald Trump, o vice-presidente JD Vance e o presidente do Parlamento do Irã, Mohammad Bagher Ghalibaf.

Agora, os países iniciam as as negociações detalhadas, abrindo um prazo de 60 dias para discussões técnicas e complexas para pôr fim à guerra no Oriente Médio. Veja detalhes sobre o que se sabe sobre o acordo entre os países aqui.

Estados Unidos e Irã estavam em guerra desde o dia 28 de fevereiro, data em que marca o início dos ataques comandados pelos Estados Unidos, com apoio de Israel, contra o Irã. Washington e Teerã estavam sob um frágil acordo de cessar-fogo, assinado em 8 de abril.

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Estudante de jornalismo pela PUC Minas, Júlia Melgaço trabalhou como repórter do caderno de Gerais no jornal Estado de Minas. Também já passou por veículos de rádio e televisão. Na Itatiaia, cobre Minas Gerais, Brasil e Mundo.