Eleições no Peru: Fujimori se aproxima da vitória, e Sánchez convoca protestos
Com 99,38% dos votos apurados Fujimori tem 50,107% dos votos válidos, contra 49,893% de Sánchez, com 99,38% dos votos apurados

Keiko Fujimori, candidata direitista à Presidência do Peru pelo partido Força Popular, se aproximou mais de uma vitória nesta quinta-feira (18). Enquanto isso, Roberto Sánchez, candidato mais alinhado à esquerda, do Juntos por el Perú, alega irregularidades no processo eleitoral e convocou protestos.
A apuração segue quase duas semanas após a votação do segundo turno, em 7 de junho, com uma margem estreita entre os dois, restando apenas 0,6% dos votos a serem apurados. Esta é a quarta vez que Keiko Fujimori tenta chegar à Presidência. Agora, ela mantém uma vantagem de 39.115 votos contra Roberto Sánchez.
A última atualização do Escritório Nacional de Processos Eleitorais (ONPE), às 12h30 no horário de Brasília desta quinta-feira (18), Fujimori tinha 50,107% dos votos válidos, contra 49,893% de Sánchez, com 99,38% dos votos apurados.
Os votos contestados ainda pendentes de apuração representavam cerca de 140 mil votos na manhã. Cerca de 60% desses votos vieram de Lima e de peruanos que vivem no exterior, onde Fujimori conquistou um apoio mais forte do que seu rival que, por sua vez, mostrou mais força no interior do país.
Enquanto a lenta revisão e recontagem dos votos contestados continua, o partido de Sánchez, Juntos por el Perú, afirmou, nesta semana, que não respeitará o resultado final das eleições presidenciais por "falta de transparência" e convocou protestos em Lima para sexta-feira (19). A sigla também entrou na Justiça peruana buscando anular votos a favor de Fujimori.

Perfil dos candidatos
Fujimori e Sánchez representam projetos políticos antagônicos. De um lado, Keiko Fujimori, de 51 anos, tenta chegar à Presidência pela quarta vez. Ela é filha do ex-presidente Alberto Fujimori, que governou o Peru entre 1990 e 2000 e busca se beneficiar do legado deixado pelo pai, lembrado por apoiadores pela estabilização econômica e pelo combate aos grupos insurgentes, mas também criticado por violações de direitos humanos e práticas autoritárias.
Do outro lado está Roberto Sánchez, de 57 anos, ex-ministro e congressista que se apresenta como herdeiro político do ex-presidente Pedro Castillo. Castillo foi destituído e preso após tentar dissolver o Congresso em 2022, em uma ação classificada pelas autoridades como tentativa de autogolpe.
Estudante de jornalismo pela PUC Minas, Júlia Melgaço trabalhou como repórter do caderno de Gerais no jornal Estado de Minas. Também já passou por veículos de rádio e televisão. Na Itatiaia, cobre Minas Gerais, Brasil e Mundo.



