Chile inicia construção de barreira nas fronteiras com Peru e Bolívia para conter imigração

Estrutura deve ter mais de 500 km de extensão e governo prevê conclusão das obras em até 90 dias

Obra, uma promessa de campanha, deve ser concluída em até 90 dias

O novo presidente do Chile, José Antonio Kast, deu início nesta segunda-feira (16) a construção de “barreiras físicas” na fronteira do país com o Peru e com a Bolívia. A medida cumpre uma promessa de campanha do presidente que pretende conter o fluxo migratório irregular vindo dos países vizinhos.

Em pronunciamento à imprensa, o presidente chileno declarou o começo das operações enquanto acompanhava o trabalho de escavadeiras na região. A visita do líder de extrema direita ao local da barreira, situado a cerca de 2.000 km da capital Santiago, acontece apenas cinco dias após sua posse.

Detalhes do projeto “Escudo Fronteiriço”

O governo chileno estabeleceu um prazo de 90 dias para a conclusão das obras. Embora o tipo exato de infraestrutura não tenha sido detalhado no anúncio oficial, o plano de campanha de Kast previa a abertura de valas com três metros de profundidade.

Os principais pontos da estratégia incluem:

  • Extensão: Segundo o Ministro do Interior, Claudio Alvarado, os dispositivos de proteção devem se estender por aproximadamente 500 km.
  • Locais estratégicos: A barreira será construída nas regiões de Arica e Tarapacá, nos arredores de Colchane (fronteira com a Bolívia), área considerada o epicentro da entrada de migrantes irregulares, majoritariamente venezuelanos.
  • Reforço militar: O plano contempla um aumento do contingente militar destacado para a vigilância das fronteiras.

Contexto Político e Social

Considerado o presidente mais à direita no país desde a ditadura de Augusto Pinochet, Kast fundamentou sua eleição em um discurso de rigor contra a criminalidade e a imigração irregular. O presidente associa o aumento de crimes como homicídios, sequestros e extorsão à entrada não documentada de estrangeiros.

De acordo com estimativas oficiais, o Chile possui cerca de 337.000 estrangeiros em situação irregular. Apesar do crescimento de crimes violentos na última década, o país mantém um dos índices de segurança mais altos da América Latina, registrando uma taxa de 5,4 homicídios por 100.000 habitantes em 2025

Leia também

Estudante de Jornalismo na PUC e apaixonada pela área, Gabriela Neves gosta de contar histórias empolgantes e desafiadoras. Na Itatiaia, cobre Minas Gerais, Brasil e mundo. Tem experiência em marketing pela Rock Content, cobertura de cidades pela Record Minas e assessoria política na Assembleia Legislativa de Minas Gerais.

Ouvindo...