O que foi a Revolução dos Cravos? Importante data é celebrada em Portugal nesta quinta

Alguns dos 5 mil militares que participaram do movimento, em 1974, devem desfilar nesta quinta-feira pelo centro de Lisboa em 15 veículos do período.

Revolução dos Cravos, importante data comemorada em Portugal

Nesta quinta-feira (25), Portugal celebra o 50º aniversário da Revolução dos Cravos. No dia, em 1974, o movimento acabou com a ditadura, as guerras coloniais na África e deu início ao processo de instauração da democracia.

Praticamente sem uma gota de sangue derramada, em 25 de abril de 1974, a Revolução dos Cravos colocou fim a ditadura mais antiga da Europa ocidental. A revolta, liderada por suboficiais, foi rapidamente apoiada pela população e derrubou o regime em questão de horas.

  • Alguns dos 5 mil militares que participaram do movimento devem desfilar nesta quinta-feira (25) pelo centro de Lisboa em 15 veículos do período.
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Além da sessão comemorativa anual do Parlamento e do tradicional desfile popular, também estarão presentes os presidentes dos países africanos que conquistaram independência após a Revolução dos Cravos para celebrar ao lado do homólogo português, Marcelo Rebelo de Sousa.

Cravos vermelhos foram colocados nas armas dos oficiais e são símbolo da data

Cravos vermelhos

Os jovens militares que deixaram os quartéis carregavam cravos vermelhos em suas armas. Após 48 anos, a revolução abriu caminho para a organização das primeiras eleições livres com sufrágio universal, em 25 de abril de 1975. A Revolução também contribuiu para o processo de independência das colônicas portuguesas na África: Angola, Moçambique, Guiné-Bissau e Cabo Verde.

“A guerra colonial teve uma influência fundamental para abrir os nossos olhos para a situação em Portugal”, declarou à AFP o coronel da reserva Vasco Lourenço, presidente da Associação 25 de Abril, herdeira do “movimento dos capitães” que organizaram a revolução há 50 anos.

Apoio da população

O movimento iniciado pelos militares teve apoio “imediato e intenso” da população, o que possibilitou “mudança radical e uma libertação verdadeira”, acrescentou Lourenço.

“O 25 de abril é tecnicamente um golpe de Estado que, no mesmo dia, se transformou em revolução”, explica a historiadora Maria Inácia Rezola, que coordena os programas de celebração da data.

* Com informações da AFP.


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Pablo Paixão é graduado em Jornalismo, pela UFMG, e em Cinema e Audiovisual, pelo Centro Universitário UNA BH. Tem experiência em diferentes áreas da comunicação e marketing. Com passagem pela TV UFMG, na Itatiaia atuou inicialmente nas editorias de Entretenimento, Cultura e Minas Gerais. Atualmente, colabora com as editorias Pop e Carnaval.

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