A história dos 30 anos de emancipação Goianá, na Zona da Mata é tema do livro “Goianá — MG: origens ancestrais, lutas e conquistas”.
A tarefa ficou a cargo de 36 autores de diferentes campos de atuação que, em 22 capítulos, retrataram um amplo mosaico que conta desde a presença dos povos originários e dos primeiros colonizadores até a construção do moderno Aeroporto Regional da Zona da Mata e a consolidação do Assentamento Denis Gonçalves.
Como destacou o organizador, o historiador André Vieira Colombo, quem ler vai encontrar temas diversos e complementares ao longo das 222 páginas, abordando temas diversos e complementares, que revelam as bases da identidade goianiense e as perspectivas para o futuro.
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Destaques abordados no livro
Um dos capítulos do livro é dedicado à fazenda Fortaleza de Sant’Anna, administrada por Maria José de Santana, a Baronesa de Santana, e o filho mais velho, Mariano Procópio Ferreira Lage. Ambos multiplicaram o patrimônio e o transformaram em modelo de produção agrícola, com destaque para o café. A história também conta que, ao morrer, em 1879, ela tinha 235 escravizados.
E isso dialoga com o fato do município ser sede de um dos maiores assentamentos do Movimento dos Sem-Terra em MG, o Assentamento Dênis Gonçalves, com mais de 4.600 mil hectares, sendo a maior parte uma vasta reserva de mata atlântica intocada.
O livro também fala sobre a Caverna da Babilônia, um dos mais importantes sítios funerários pré-coloniais da microrregião de Juiz de Fora. Localizado na Serra da Babilônia continha “vários corpos mumificados naturalmente e diversos acompanhamentos funerários em uma cavidade rochosa”, por causa das condições ambientais específicas da caverna, caracterizada pela aridez que favoreceu a mumificação natural dos corpos.