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TJMG acata recurso e anula julgamento de homicídio de advogado em Juiz de Fora

Em outubro, júri popular desqualificou acusação de homicídio qualificado contra Edimilson Pereira Costa pela morte de Geraldo Magela Baessa Ríspoli. Caso deve voltar ao Tribunal do Júri. Cabe recurso.

Por e , Juiz de Fora
Geraldo Magela Baessa Ríspoli morreu em junho de 2024 ao tentar apartar uma briga e ser agredido com dois socos no rosto
Geraldo Magela Baessa Ríspoli morreu em junho de 2024 ao tentar apartar uma briga e ser agredido com dois socos no rosto • Arquivo familiar

O Tribunal de Justiça de Minas Gerais anulou, nesta terça-feira (12), o julgamento que condenou Edimilson Pereira Costa por homicídio culposo do advogado Geraldo Magela Baessa Ríspoli, em Juiz de Fora. O crime ocorreu em 2024, quando o Geraldo morreu após ser agredido com dois socos ao intervir em uma discussão entre dois ex-companheiros de trabalho. 

Cabe recurso. Em nota, a defesa do réu informou à Itatiaia que não tomou ciência da decisão.

Na sessão em outubro, o júri desqualificou o crime de homicídio com dolo eventual para culposo. Segundo a assessoria do TJMG, a 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Minas Gerais atendeu ao recurso do Ministério Público para cassar a decisão do Conselho de Sentença, por considerá-la manifestamente contrária à prova dos autos. 

Desta forma, o réu vai passar a novo julgamento perante o Tribunal do Júri da Comarca de Juiz de Fora, conforme a denúncia.

Agressão e morte ao intervir em briga

O crime ocorreu em 17 de junho de 2024. Geraldo Magela Baessa Ríspoli tentou apartar uma briga entre dois ex-companheiros de trabalho, que divergiam sobre posicionamentos em um processo trabalhista, no Bairro Manoel Honório, quando foi agredido pelo réu e morreu.

“Descreve a peça acusatória que, irritado com a atitude de Geraldo, Edmilson, que possuía porte físico notoriamente superior ao de Geraldo e assumindo o risco de produzir o resultado morte, agrediu-o com dois socos no rosto, ocasionando sua queda e, posteriormente, sua morte por ‘traumatismo crânio-encefálico’”, cita a sentença de pronúncia.

Após a agressão, o autor tentou fugir, mas foi localizado e preso pela Polícia Militar (PM).

Ao final do inquérito na Delegacia Especializada de Homicídios, o investigado foi indiciado por homicídio por dolo eventual, porque o suspeito assumiu o risco de causar o resultado morte, com qualificadora de motivo fútil, pelo fato de a vítima ter apenas tentado apartar uma briga, sem sequer conhecer o agressor. E o homem também foi indiciado por vias de fato e por resistência à prisão.

De acordo com a sentença de pronúncia, Edimilson Pereira Costa foi a julgamento por homicídio com dolo eventual, quando se assume o risco de causar morte. Foram mantidas as duas qualificadoras denunciadas pelo Ministério Público (MPMG): motivo fútil e uso de recurso que dificultou a defesa da vítima idosa, além de resistência à prisão.

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Joubertt Telles é graduado em jornalismo pelo Centro Universitário Estácio Juiz de Fora, em 2010, e possui curso de Processo de Comunicação e Comunicação Institucional pela Fundação Getúlio Vargas. Trabalha na Itatiaia Juiz de Fora desde 2016, como repórter e apresentação. Prêmio Sindicomércio de Jornalismo 2017, na categoria rádio. Prêmios do Instituto Cultura do Samba como destaque do jornalismo local, em 2016 e 2017. Já atuou na Rádio Globo Juiz de Fora, TVE e Diário Regional, além de ter desempenhado função de assessor parlamentar na Câmara Municipal de Juiz de Fora.

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Natural de Juiz de Fora, jornalista com graduação e mestrado pela Faculdade de Comunicação da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF). Experiência anterior em Rádio, TV e Internet. Gosta de esporte, filmes e livros. Editora Web na Itatiaia Juiz de Fora desde 2023. Tricampeã na categoria Web/Mídias Digitais no Prêmio Oddone Turolla de Jornalismo, do Sindicomércio JF.