'Relicário de Memórias': livro ressalta força simbólica do Cine-Theatro Central
Segundo organizador José Alberto Pinho Neves, textos costuram com as linhas do pertencimento história, arquitetura, urbanismo, memória, biografia e patrimônio.

Uma trajetória quase centenária tem muito a contar e a lembrar - é o caso do Cine-Theatro Central, patrimônio e referência de Juiz de Fora.
Este resgate é o tema do livro "Cine-Theatro Central: Relicário de Memórias", organizado pelo professor, curador e artista plástico José Alberto Pinho Neves, que será lançada nesta quinta (16), 16, às 19h, no Museu de Arte Murilo Mendes.
Os textos de Marcos Olender, Antonio Colchete Filho, Vinícius de Oliveira Resende e Luiz Alberto do Prado Passaglia, “Cine-Theatro Central – Relicário de Memórias” costuram a história, arquitetura, urbanismo, memória, biografia e patrimônio com as linhas do pertencimento.
"Ao tratar o livro como um relicário de memórias, eu trato não só como memórias do espaço ícone cultural, mas também a memória de todos aqueles que frequentaram-se no Teatro Central e que o trazem na sua vida", disse José Alberto Pinho Neves à Itatiaia.
Ouça a matéria.
97 anos de histórias
No entanto, foram mais de dez anos de pesquisa e trabalho coletivo para reunir fontes jornalísticas, crônicas, ensaios, livros e testemunhos que deram origem à obra, que recebeu patrocínio da Lei Aldir Blanc 2025, como explica José Alberto Pinho Neves.
"Para que ela realmente se firmasse precisou de outras contribuições de co-autores, além de ter depoimentos de vários atores que contribuíram para a conquista do Cine-Theatro Central, como o ex-presidente Itamar Franco e o ex-ministro da Educação, Murilio Hingel, e outros atores que também são da universidade, como Evandro Maia Costa, e pessoas que também ligadas ao processo de recuperação e conservação e restauro, no caso da Marta Plaza"
Em mais de 300 páginas, mais que uma cronologia, são abordados o contexto empreendedor que impulsionou a criação do teatro, entre meados do século XIX e as primeiras décadas do século XX que tornaram o espaço relevante histórica e simbolicamente.
"Resgatar as memórias do Central é resgatar parte da memória cultural, social e econômica de Juiz de Fora. É trazer à cena o percurso do teatro da cidade desde 1850, já que ele é consequência desse tempo", contou o organizador.

Convite aos novos capítulos
Mais que um fim, José Alberto Pinho Neves considera que o lançamento de "Cine-Theatro Central: Relicário de Memórias" pode ser o ponto de partida para mais narrativas.
"A expectativa de contribuição à história cultural de Juiz de Fora, longe de ser uma palavra final, pois um livro de memórias, na verdade, é sempre uma questão aberta a outras contribuições a novos olhares", resumiu.
Natural de Juiz de Fora, jornalista com graduação e mestrado pela Faculdade de Comunicação da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF). Experiência anterior em Rádio, TV e Internet. Gosta de esporte, filmes e livros. Editora Web na Itatiaia Juiz de Fora desde 2023. Tricampeã na categoria Web/Mídias Digitais no Prêmio Oddone Turolla de Jornalismo, do Sindicomércio JF.
Joubertt Telles é graduado em jornalismo pelo Centro Universitário Estácio Juiz de Fora, em 2010, e possui curso de Processo de Comunicação e Comunicação Institucional pela Fundação Getúlio Vargas. Trabalha na Itatiaia Juiz de Fora desde 2016, como repórter e apresentação. Prêmio Sindicomércio de Jornalismo 2017, na categoria rádio. Prêmios do Instituto Cultura do Samba como destaque do jornalismo local, em 2016 e 2017. Já atuou na Rádio Globo Juiz de Fora, TVE e Diário Regional, além de ter desempenhado função de assessor parlamentar na Câmara Municipal de Juiz de Fora.




