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Margarida Salomão fala sobre seis meses da tragédia das chuvas em Juiz de Fora

Em coletiva, Prefeita destacou o critério para demolições, falou sobre a isenção de IPTU e ressaltou o motivo da renovação do estado de calamidade pública: 'os efeitos persistem'.

Por e Juiz de Fora
Bairro Três Moinhos, em Juiz de Fora, um dos mais afetados pelas fortes chuvas com deslizamentos, desmoronamentos e desalojados neste ano • Tania Rego/ Agência Brasil

Após seis meses da tragédia que matou 66 pessoas em Juiz de Fora, há muito trabalho ainda a ser feito. A prefeita de Juiz de Fora, Margarida Salomão, conversou com a imprensa, nesta segunda-feira (24), sobre as ações em andamento após as fortes chuvas que devastaram a cidade em fevereiro de 2026.

Neste mês, começou a demolição de 22 residências na Rua Maranhão no Bairro São Bernardo. Ao todo, de acordo com a prefeita, 450 imóveis serão demolidas em várias regiões - a maior concentração está nos bairros Três Moinhos e Esplanada.

"Vamos demolir todas as casas que, neste momento, estando esvaziadas, porque o uso delas está interditado, constituam ameaça para ruas adjacentes. Um primeiro critério de escolha é o risco que criam ou então casas que, por ainda estarem não demolidas, estão atravancando vias. Nós só demolimos casas de famílias que já tenham a sua situação resolvida no Compra Assistida. É um processo em que você considera critérios de segurança, de risco, de eliminação de risco, de um lado, risco físico, e de outro lado, essa questão de estar equacionado o risco social."

Casas na rua Maranhão foram demolidas após laudos da Defesa Civil • PJF/Divulgação
Casas na rua Maranhão foram demolidas após laudos da Defesa Civil • PJF/Divulgação

A respeito da isenção do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) a prefeita explicou o que é necessário para ter o benefício. 

"As pessoas que tiveram imóveis, que a Defesa Civil reconhece como tendo sido atingidos pela calamidade de alguma forma, ou porque foram inundados ou porque foram interditados, todos esses imóveis terão a isenção do IPTU nesse ano e assim também como a redução das taxas de água e esgoto."

Sobre a renovação do decreto de estado de calamidade pública por mais 180 dias, Margarida Salomão ressalta que, mesmo com os serviços realizados há mais trabalhos para fazer na cidade.

"Em primeiro lugar, por entender que os efeitos da calamidade persistem. Até o momento, embora eu tenha esses encaminhamentos, eu não tenha uma situação normalizada pela cidade inteira. E a calamidade me permite, por exemplo, por exemplo, entre outras coisas, reduzir os prazos de licitação pela metade".

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Joubertt Telles é graduado em jornalismo pelo Centro Universitário Estácio Juiz de Fora, em 2010, e possui curso de Processo de Comunicação e Comunicação Institucional pela Fundação Getúlio Vargas. Trabalha na Itatiaia Juiz de Fora desde 2016, como repórter e apresentação. Prêmio Sindicomércio de Jornalismo 2017, na categoria rádio. Prêmios do Instituto Cultura do Samba como destaque do jornalismo local, em 2016 e 2017. Já atuou na Rádio Globo Juiz de Fora, TVE e Diário Regional, além de ter desempenhado função de assessor parlamentar na Câmara Municipal de Juiz de Fora.

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Natural de Juiz de Fora, jornalista com graduação e mestrado pela Faculdade de Comunicação da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF). Experiência anterior em Rádio, TV e Internet. Gosta de esporte, filmes e livros. Editora Web na Itatiaia Juiz de Fora desde 2023. Tricampeã na categoria Web/Mídias Digitais no Prêmio Oddone Turolla de Jornalismo, do Sindicomércio JF.

 

 

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