Mãe acusada de torturar filha fica em silêncio em depoimento à PCMG

Delegado fala à Itatiaia sobre apuração a respeito de compartilhamento de vídeo da agressão, que viralizou e levou à ação das autoridades.

Caso é apurado na Delegacia da Polícia Civil em Visconde do Rio Branco

A mulher de 32 anos investigada por tortura contra a própria filha, de 8 anos, em São Geraldo, ficou em silêncio durante o depoimento à Polícia Civil.

A informação foi repassada à Itatiaia pelo delegado de Visconde do Rio Branco, Pedro Henrique Vasques Fernandes, responsável pelo caso, que segue em investigação.

Após o depoimento, com presença da advogada, a mulher teve a prisão preventiva ratificada e foi encaminhada ao sistema prisional em Ubá. De acordo com o delegado, não havia outras ocorrências contra ela. No entanto, as apurações até o momento indicam que ela possui temperamento agressivo.

"[Ela] é conhecida por um temperamento agressivo, por ter um temperamento um pouco explosivo, sim. Mas não era uma família mapeada pela Polícia Civil, Polícia Militar, Conselho Tutelar com problemas de agressões”.

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Vídeo registra crime

O crime ocorreu em 3 de janeiro na cidade de quase 10.300 habitantes na Zona da Mata e foi descoberto após o vídeo com as agressões feito pela acusada viralizar nas redes sociais. Um dos pontos ainda apurados é a questão de como as imagens, inicialmente divulgadas de forma privada, se tornaram públicas.

“A gente sabe que houve um compartilhamento inicial entre privados, um remetente e um destinatário apenas, logo depois esse vídeo foi apagado. E a questão da divulgação em redes sociais é uma suspeita que ainda carece de ser confirmada pela investigação. Então a gente não tem essa certeza de quem realmente circulou o vídeo”.

A partir da circulação das imagens, que mostram a criança sendo agredida com golpes de cinto enquanto é xingada pela mãe, as autoridades agiram. A menina foi retirada de casa e encaminhada para um abrigo. A mãe fugiu, mas foi capturada no fim de semana, ao retornar para ficar escondida em Visconde do Rio Branco.

Como denunciar

Casos semelhantes de agressão a crianças ou pessoas vulneráveis e também de violência doméstica devem ser encaminhados para as autoridades policiais apurarem. Existem várias opções para isso em todas as cidades.

“Pode ser feito para a PCMG, PMMG, Ministério Público, Conselho Tutelar, ou então no Disque 181, que essas denúncias chegam para a gente aqui na Delegacia e nós verificamos”, delegado de Visconde do Rio Branco, Pedro Henrique Vasques Fernandes.

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Natural de Juiz de Fora, jornalista com graduação e mestrado pela Faculdade de Comunicação da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF). Experiência anterior em Rádio, TV e Internet. Gosta de esporte, filmes e livros. Editora Web na Itatiaia Juiz de Fora desde 2023. Tricampeã na categoria Web/Mídias Digitais no Prêmio Oddone Turolla de Jornalismo, do Sindicomércio JF.

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