Maçonaria é tema de exposição na Galeria de Arte do Forum da Cultura

Mostra abre série de eventos em celebração aos 156 anos da Loja Maçônica Fidelidade Mineira em Juiz de Fora

Linha do tempo da Loja Maçônica Fidelidade Mineira

A Galeria de Arte do Forum da Cultura está com a mostra ‘Luzes sobre a cidade – A Maçonaria e a formação de Juiz de Fora’ em cartaz neste mês . As visitações são gratuitas de segunda a sexta, das 10h às 19h.

O público pode conferir mais de 40 itens cedidos pela Loja Maçônica Fidelidade Mineira, a mais antiga de Minas Gerais, fundada em 1870: aventais, peças centrais da indumentária maçônica que simbolizam honra, trabalho e tradição, a bolsa de propostas, que é um saco que se recolhe cartas e outras mensagens durante uma sessão, entre outros objetos.

Um dos destaques da mostra é a linha do tempo que leva o visitante a perpassar por diferentes momentos da organização. Fatos históricos e registros fotográficos poderão ser apreciados por meio de um banner didático, idealizado pelo atual presidente da loja. Além disso, também estará disponível para o público um álbum de fotografias com importantes marcos.

Calendário de aniversário

A mostra marca o início de uma série de eventos que serão realizados em celebração aos 156 anos da loja. A ideia de produzi-la surgiu a partir do desejo do museólogo Maciel Fonseca, membro da organização, em fazer com que o legado da loja a qual integra ganhasse mais visibilidade. tem essa premissa de ser democrático, aberto a todos os públicos e agente de difusão cultural.

Desde a fundação, a Loja Maçônica Fidelidade Mineira teve atuação proeminente em Juiz de Fora, estando presente em momentos importantes em que se fazia necessário impulsionar o desenvolvimento e cuidar da população.

A sede da instituição, por exemplo, foi escolhida por Bernardo Mascarenhas para ser a primeira casa a receber a energia elétrica, em agosto de 1889.

A Maçonaria

Autointitulada como uma ordem iniciática, filosófica, filantrópica e progressista. Sendo de caráter universal, os seus membros cultivam o aclassismo (ausência de discriminação ou distinção baseada na classe social), a humanidade, os princípios da liberdade, democracia, igualdade, fraternidade, bem como aperfeiçoamento intelectual e pessoal.

Também se nomeiam como uma ordem fraternal, que admite todos os homens livres e de bons costumes, sem distinção de raça, religião, ideologia política ou posição social. As suas principais exigências são que o candidato acredite num princípio criador, respeite as leis e costumes vigentes e tenha um firme propósito de busca da perfeição, vencendo os seus vícios e trabalhando para o constante reforço das suas virtudes.

O termo ‘Maçonaria’ vem do francês maçon, que quer dizer pedreiro. A organização surgiu na Idade Média, época de grandes construções em pedra , como castelos e catedrais, a partir de uma espécie de embrião dos sindicatos: as chamadas corporações de ofício.

Após o final da Idade Média, a maçonaria passou a admitir outros membros, além de pedreiros. Transformou-se, assim, em uma fraternidade dedicada à liberdade de pensamento e expressão, religiosa ou política, e contra qualquer tipo de absolutismo.

A Maçonaria chegou ao Brasil no final do século XVIII (c. 1797), com a fundação de lojas como a Cavaleiros da Luz na Bahia, tendo figuras históricas como José Bonifácio e Dom Pedro I ligados à Ordem. Hoje hoje conta com diversas Grandes Lojas, organizadas nacionalmente por entidades como a Confederação Maçônica do Brasil (COMAB) e o Grande Oriente do Brasil (GOB).

*Escrita por Michel Santos sob supervisão de Roberta Oliveira

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Graduando em jornalismo pela UFJF, Michel Santos é estagiário da Itatiaia em Juiz de Fora. Apaixonado por esportes, videogames e fã aficcionado de automobilismo.

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