Está em cartaz até 30 de janeiro a mostra ‘Festivais de Arte da UFJF’, na Galeria de Arte, do Forum da Cultura em Juiz de Fora. As visitações gratuitas são de segunda a sexta, das 10h às 19h, na Rua Santo Antônio, 1.112, no Centro.
A primeira exposição de 2026 traz itens que fazem parte do acervo do Forum e do Arquivo Central, oferecendo ao público a chance de conhecer alguns dos icônicos cartazes que marcaram os festivais de arte da Universidade Federal de Juiz de Fora.
A mostra traz oito cartazes que, entre os anos de 1960 e início dos anos 1970, foram selecionados por comissões para divulgarem e representarem eventos em que se reuniam diferentes formas de expressão artísticas que nasciam no cerne do campus.
De acordo com o Forum da Cultura, do desconstrutivismo à psicodelia, cada cartaz é uma peça artística que carregam mensagens, elementos e uma identidade visual potente, demonstrando a efervescência criativa de um período igualmente agitado.
Entre as peças em exibição estão os cartazes do VII Festival, de outubro de 1969, criado por José Alberto Pinho Neves; do VIII Festival, ocorrido entre setembro e outubro de 1970, criado por Eliardo França.
A mostra também traz outras peças gráficas dos festivais, como programações, recortes de jornal e fotografias, pertencentes ao Fundo Fotográfico Roberto Dornelas do Acervo Arquivo Central. Os visitantes também poderão verificar registros fotográficos das mostras, apresentações musicais, teatrais e recitais em um vídeo.
Festivais de Arte da UFJF
O Primeiro Festival de Arte da UFJF foi realizado em 1963, ficando conhecido como “Semeador de beleza e cultura”. Criado por Moacyr Borges de Mattos, primeiro reitor da UFJF, reuniu oficinas, concursos, apresentações artísticas e premiações em diversas categorias, como pintura, desenho, música, literatura, teatro, entre outros.
Os eventos foram realizados anualmente até de 1971, com o 9º Festival de Arte da Universidade. Entre os jurados, nomes como Arthur Arcuri, pioneiro da arquitetura moderna juiz-forana e responsável pelo projeto do Campus Universitário, e Celina Bracher, artista plástica e referência nos meios culturais de Juiz de Fora.
A programação também incluía conferências. Uma delas, intitulada “Graça Aranha e o espírito modernista na Academia Brasileira de Letras”, foi realizada por Josué Montello, jornalista considerado pela crítica um dos maiores narradores da moderna ficção brasileira.