Nesta terça-feira (20) é celebrado o Dia Mundial do Queijo. Minas Gerais produziu 43 mil toneladas de queijo em 2025. Desse número, 32 mil toneladas foram de produção artesanal, advindas da produção familiar, segundo dados do governo estadual.
A produção do alimento que é um dos símbolo da identidade mineira, exige cuidado e atenção a cada detalhe do processo, do cultivo dos materiais ao armazenamento e preparo.
E para alcançar a excelência e se destacar no mercado, a capacitação é parte essencial, conforme Laura Machado, técnica de campo do Sistema Faemg Senar. Ouça.
Queijo Minas Artesanal
A Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater-MG) informou que cerca de 12,1 mil empreendimentos trabalham no ramo queijeiro.
Nessa cadeia, estão as fabricações de queijo minas frescal, muçarela, queijo minas padrão, parmesão, prato, provolone, requeijão e ricota, além de derivados de leite de cabra e de búfala, como boursin e burrata.
Dentro do universo dos queijos artesanais, o Queijo Minas Artesanal (QMA) se destaca como o principal produto da agroindústria familiar mineira.
No final de 2024, os Modos de Fazer o Queijo Minas Artesanal foram incluídos na lista do Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade da Unesco. Existem dez regiões no estado caracterizadas como produtoras de Queijo Minas Artesanal: Araxá, Campo das Vertentes, Canastra, Cerrado, Diamantina, Entre Serras da Piedade ao Caraça, Serra do Salitre, Serras da Ibitipoca, Serro e Triângulo Mineiro.
E há mais seis regiões produtoras de outros tipos de queijos artesanais: Alagoa, Mantiqueira de Minas, Serra Geral do Norte de Minas, Vale do Jequitinhonha (Queijo Cabacinha), Vale do Suaçuí e Vale do Mucuri (Requeijão Moreno).
Em 2025, o QMA atingiu uma produção estimada de 18,4 mil toneladas. A atividade envolve 3,5 mil agroindústrias familiares espalhadas por diversas regiões de Minas Gerais.
*Escrita por Michel Santos sob supervisão de Roberta Oliveira