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Neste sentido, o método Smart tem sido apontado como um caminho eficaz para quem deseja começar a praticar atividade física ou fortalecer hábitos já existentes.
O que são metas Smart
A sigla Smart representa cinco critérios para a definição de objetivos: Específicos, Mensuráveis, Atingíveis, Relevantes e com Prazo definido. Segundo a Cleveland Clinic, dos EUA, essa estrutura ajuda a manter a motivação em alta e facilita a construção de uma rotina voltada para a saúde e o bem-estar.
De acordo com o fisiologista Christopher Travers, da instituição, “os objetivos de fitness SMART são uma estrutura para alcançar determinados resultados”. Em outras palavras, funcionam como um mapa que orienta cada etapa do processo.
O primeiro passo é a especificidade. Não basta dizer que quer ‘fazer mais exercícios’. É mais eficaz estabelecer algo como ‘caminhar 10 mil passos por dia’. Quando a meta é clara, fica mais fácil visualizar o objetivo e entender exatamente o que precisa ser feito.
Em seguida vem a mensuração. Passos dados, quilômetros percorridos, minutos de corrida ou peso levantado são exemplos de indicadores que permitem acompanhar a evolução. Relógios inteligentes e pulseiras de atividade ajudam a monitorar os dados e tornam o progresso visível, o que reforça a motivação.
Metas possíveis e adaptadas
Outro ponto central é que os objetivos precisam ser atingíveis. Isso significa respeitar o condicionamento físico e a rotina de cada pessoa. Para quem está começando, 10 mil passos por dia podem ser desafiadores demais. Nesse caso, iniciar com 6 mil passos pode ser mais realista, com aumento gradual conforme o corpo ganha resistência.
A relevância também faz diferença. Entender o motivo pessoal por trás de cada meta ajuda a manter o foco. Se a prioridade é melhorar a flexibilidade, por exemplo, faz mais sentido investir em sessões de alongamento do que aumentar a distância da corrida. Como destaca Travers, é importante “lembrar por que você está se exercitando e o que está tentando alcançar”.
Organização
Definir um prazo dá estrutura ao plano. Dividir um objetivo maior em períodos menores, como um programa de seis semanas com evolução progressiva, permite celebrar conquistas intermediárias e cria um senso saudável de compromisso.
Exemplos práticos ajudam na aplicação do método. Caminhar 10 mil passos por dia, aumentar para 12 mil após dois meses ou acrescentar um minuto à corrida a cada semana são estratégias que tornam a evolução mais tangível. Registrar cada treino também é essencial para avaliar se é hora de manter o ritmo ou ajustar a meta.
Segundo a Cleveland Clinic, acompanhar o progresso pode indicar tanto avanços quanto a necessidade de redefinir objetivos. Essa análise constante evita frustrações e mantém o plano alinhado com a realidade.
Personalização
As metas devem ser personalizadas. Para algumas pessoas, 6 mil passos já representam um grande desafio. Para outras, 15 mil podem ser totalmente viáveis, especialmente se incluírem atividades extras no dia a dia.
Contar com o acompanhamento de um profissional de educação física pode ajudar a definir metas seguras e adequadas. Um treinador consegue montar um plano progressivo, ajustando os desafios conforme o condicionamento melhora.
O método também exige flexibilidade. Imprevistos acontecem e, se o progresso estagnar, é válido dividir a meta em etapas menores e retomar o caminho com calma. O apoio social, como compartilhar resultados com amigos ou familiares, também funciona como incentivo e aumenta o comprometimento.
Motivação
Reconhecer cada avanço é parte importante do processo. Cumprir uma semana de treinos ou implementar uma nova rotina já são vitórias que merecem ser celebradas. Pequenas recompensas, como experimentar uma modalidade diferente ou investir em um acessório esportivo, ajudam a manter o entusiasmo.