Atlético x Palmeiras: chefe de arbitragem da CBF analisa lances polêmicos
Empate no último domingo (28), no Mineirão, gerou reclamações de jogadores e torcedores das duas equipes

Presidente da comissão de arbitragem da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Wilson Seneme analisou dois lances que geraram polêmica no empate por 1 a 1 entre Atlético e Palmeiras. A partida, disputada no último domingo (28), no Mineirão, foi válida pela 8ª rodada do Campeonato Brasileiro.
Logo aos seis minutos de jogo, o Palmeiras abriu o placar, mas o golaço do atacante Rony, de bicicleta, acabou anulado. O tento foi invalidado após o árbitro Bráulio da Silva Machado ser acionado pelo VAR.
"Muita gente pergunta o motivo de não ter outra câmera, em linha reta, para analisar o lance. A transmissão (detentora) é que dá os ângulos que o VAR pode usar. Esse é um ponto importante. A única câmera utilizada, que pegaria um visual melhor seria a "1", no centro do campo", explicou Seneme.
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No momento deste passe, não há dentro do quadro os jogadores que estão disputando a bola. A limitação desta câmera impede o uso dela. Por isso foi buscado o recurso da outra", complementou.
O dirigente da CBF deu detalhes de como é feita a análise pelo árbitro de vídeo.
"O software corrige como se a câmera estivesse em linha reta com os dois atletas (Nathan Silva e Rony). O árbitro trabalhou com o que podia, dentro do que tinha, de maneira correta. Ele até fala que vai ter que ser com aquilo mesmo", disse Seneme.
"Após analisar os ombros do zagueiro atleticano e do atacante palmeirense, ficou definida a posição factual de impedimento. A revisão foi bem feita", avaliou, por fim, o presidente da comissão de arbitragem.
Ainda segundo ele, cabe à emissora detentora dos direitos de transmissão exibir ou não as imagens em tempo real aos telespectadores.
Pênalti para o Galo
No segundo tempo, foi a vez de os donos da casa ficarem na bronca. No lance reclamado, o lateral Marcos Rocha teria cometido penalidade ao colocar a mão na bola. Sobre esta situação, Seneme foi mais sucinto e parabenizou o árbitro pela decisão de não marcar a possível falta.
"As jogadas de mão sempre são muito polêmicas, mas não para nós, neste caso. Vimos como referência, o movimento natural ou antinatural. O jogador do Palmeiras recolhe os braços para proteger o corpo. Ela pega na mão, mas o braço só abre em função do impacto da bola, de tão forte que foi", explicou.
"Se ele estivesse com o braço aberto, aí seria caracterizada a infração, pela ação de bloqueio. Podemos justificar o movimento dentro das regras do jogo. Nada a marcar, corretamente a decisão do Bráulio. Ele demonstrou isso para o Hulk, que reclamou do toque. É uma pena que a câmera estava meio obstruída, mas era o que tínhamos à disposição", finalizou Seneme.
Henrique André é repórter multimídia e setorista do Atlético na Itatiaia. Acumula passagens por Uol Esporte, Jornal Hoje em Dia e outros veículos. Participou da cobertura de grandes eventos, como Copas do Mundo (2014-18), Olimpíada (2016-2021) e Mundial de Clubes (2025).
