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Atendimento digital para emagrecimento cresce com mercado de telemedicina

Dificuldade em conciliar consultas presenciais com compromissos diários representa um dos principais motivos de abandono de tratamentos

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O formato digital de acompanhamento nutricional tem atraído pessoas que buscam praticidade no cuidado com a saúde. A modalidade permite que pacientes iniciem tratamento para emagrecimento sem necessidade de deslocamento até consultórios. Dados divulgados em março deste ano pela Fortune Business Insights mostram que o mercado de telemedicina alcançou US$ 113 bilhões em 2025.

A projeção indica que o setor pode atingir US$ 441 bilhões até 2034. O crescimento acompanha uma tendência global de expansão do atendimento à distância para perda de peso como alternativa para pessoas com rotina acelerada.

Fernanda Lopes, nutricionista e responsável técnica da Six Clinic, iniciativa digital voltada ao tratamento de sobrepeso e obesidade, explica que a eficácia depende da estrutura do suporte oferecido. "Não se trata apenas de estar em casa, mas de ter direcionamento contínuo, adaptações ao longo da jornada e apoio profissional. O ambiente deixa de ser um obstáculo quando há um plano bem definido", ressalta.

A dificuldade em conciliar consultas presenciais com compromissos diários representa um dos principais motivos de abandono de tratamentos. O Atlas Mundial da Obesidade 2026, da World Obesity Federation, registra que aproximadamente 3 bilhões de pessoas no mundo vivem com sobrepeso. A previsão aponta aumento nos próximos anos.

Esse cenário amplia a demanda por soluções que se adaptem à rotina dos pacientes. O atendimento digital elimina barreiras geográficas. Pacientes recebem orientação sem sair de casa.

Monitoramento contínuo e ajustes personalizados

O acompanhamento regular permite modificações conforme a resposta do organismo de cada paciente. "O corpo tende a reduzir o gasto energético com a perda de peso, e isso precisa ser acompanhado de perto. No formato à distância, conseguimos ajustar a ingestão calórica, a distribuição de nutrientes e a frequência alimentar com base na evolução real de cada pessoa", pontua Fernanda Lopes.

Esse monitoramento reduz o risco de estagnação nos resultados. A eliminação de barreiras como deslocamento e falta de tempo contribui para a continuidade do tratamento.

"Quando o cuidado se encaixa na dinâmica diária, a chance de continuidade aumenta. A regularidade é um dos pilares para a evolução", observa a nutricionista. O contato mais frequente entre profissional e paciente possibilita correções rápidas diante de dificuldades.

A presença de comunidade com objetivos semelhantes influencia aspectos comportamentais do emagrecimento. "A troca entre participantes ajuda a normalizar dificuldades comuns e reforça estratégias que funcionam no dia a dia", reforça Fernanda Lopes. Esse elemento está associado a maior engajamento e menor taxa de desistência.

As orientações construídas a partir do contexto individual respeitam hábitos, horários e preferências de cada paciente. Planos muito restritivos ou desconectados da realidade podem gerar respostas compensatórias do organismo. Eles afetam hormônios relacionados à fome e à saciedade.

"Quando a estratégia é sustentável, o corpo responde melhor e a pessoa consegue manter o plano sem sensação constante de privação", conclui a responsável técnica da Six Clinic.

A tendência de crescimento do sobrepeso nos próximos anos, conforme projeção do Atlas Mundial da Obesidade 2026, reforça a necessidade de soluções acessíveis e adaptáveis. A expansão do mercado de telemedicina até 2034 indica que o formato digital de atendimento deve continuar se desenvolvendo.

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