Desde a primeira edição da Copa do Mundo em 1930, até o Mundial 2014, o
Mas, afinal, em quais Copas consecutivas o Atlético teve jogadores convocados? A seguir, a Itatiaia responde.
Sequências consecutivas do Atlético em Copas do Mundo
Ao todo, o Atlético teve três períodos distintos de convocações consecutivas, sendo o maior deles com cinco Copas seguidas, conforme se esmiuçará abaixo.
- 1970 a 1986
- 1998 e 2002
- 2010 e 2014
Primeira convocação: pioneirismo mineiro em 1930
Copa do Mundo de 1930
- Mário de Castro, atacante (convocado e recusou)
A história do Atlético em Copas do Mundo começou junto com o nascimento do próprio torneio.
Mário de Castro, ídolo do clube, foi convocado para a Seleção Brasileira, mas recusou a ida ao Mundial por entender que seria reserva.
Apesar da convocação, o Atlético não voltou a ter representantes na edição seguinte, em 1934, encerrando ali o primeiro — e isolado — capítulo.
A maior sequência da história do Atlético: cinco Copas consecutivas (1970 a 1986)
Após 1930, apenas após 40 anos o Galo voltou a ter convocações para Copas do Mundo.
E foi justamente a partir de 1970 o período mais marcante da história do alvinegro em Mundiais, ocorridos entre o ano do tricampeonato mundial do Brasil e 1986.
Durante cinco edições consecutivas do torneio, o clube mineiro teve ao menos um jogador convocado para o Mundial — a maior sequência ininterrupta do Galo na história da competição.
A presença recorrente de atletas atleticanos nas Copas se embasou no alto nível das equipes montadas pelo clube naquele intervalo: foram dez conquistas de Campeonato Mineiro (1970, 1976, 1978, 1979, 1980, 1981, 1982, 1983, 1985, 1986); e dois vices de Campeonato Brasileiro (1977 e 1980).
Copa do Mundo de 1970
- Dadá Maravilha, atacante
Na edição em que o Brasil conquistou o tricampeonato mundial, após superar a Itália na final, por 4 a 1, o Atlético teve o primeiro jogador a efetivamente disputar uma Copa: o atacante Dadá Maravilha, que era reserva da constelação ofensiva formada por Jairzinho, Tostão e Pelé.
Copa do Mundo de 1974
- Ladislao Mazurkiewicz, goleiro (Uruguai)
Quatro anos depois, o Galo manteve presença no Mundial com o goleiro uruguaio Mazurkiewicz, ídolo do Peñarol e uma das grandes referências da posição na década.
Copa do Mundo de 1978
- Toninho Cerezo, meio-campista
- Reinaldo, atacante
Na Copa da Argentina, o Atlético voltou a ter dois representantes.
Reinaldo, inclusive, marcou um dos gols mais emblemáticos do clube em Copas, com comemoração que extrapolou o futebol e ganhou contornos políticos.
Ao marcar o gol de empate do Brasil contra a Suécia, na primeira rodada do Grupo C, aos 45 minutos do primeiro tempo, após passe de Cerezo, o atacante comemorou com o punho cerrado.
O gesto que, ainda que sendo habitual por parte do atleta ao longo da carreira, foi considerado uma afronta para os militares - que, àquela altura, governavam o país - e gerou pressão política em face do ídolo atleticano, que viria a ter menos chances na Seleção Brasileira em razão do ocorrido.
Copa do Mundo de 1982
- Luisinho, zagueiro
- Toninho Cerezo, meio-campista
- Éder Aleixo, atacante
A edição da Espanha marcou o auge dessa sequência. O Atlético teve três jogadores convocados — o maior número do clube em uma única Copa do Mundo.
Os atletas atleticanos convocados compuseram a equipe que conquistou o hexacampeonato mineiro (entre 1978 e 1983).
Aquela Seleção, que para muitos foi a mais encantadora da história, acabou sendo eliminada pela Itália, nas quartas de final, após derrota por 3 a 2.
Copa do Mundo de 1986
- Elzo, volante
- Edivaldo, atacante
Mesmo com o fim daquela geração histórica, o clube seguiu representado no Mundial do México, encerrando um ciclo de cinco Copas consecutivas com atletas do Atlético.
Entre 1970 e 1986, o Galo esteve presente em todas as Copas do Mundo realizadas, atravessando diferentes gerações, técnicos e contextos do futebol brasileiro.
A sequência contribuiu fortemente para que a equipe mineira se mantenha como o clube de fora do Eixo Rio-São Paulo que mais cedeu jogadores à Seleção Brasileira para a competição, com um total de 13 convocados.
Nova sequência: 1998 e 2002
Após a Copa de 1986, o Atlético passou por um hiato de 12 anos até voltar ao cenário dos Mundiais.
Copa do Mundo de 1998
- Taffarel, goleiro
Taffarel defendeu dois pênaltis na semifinal da Copa do Mundo de 1998, contra a Holanda
Copa do Mundo de 2002
- Gilberto Silva, volante
Gilberto Silva era jogador do Atlético durante a Copa do Mundo de 2002
Em duas Copas consecutivas, o clube voltou a figurar entre os representantes do Brasil.
Em 1998, na França, o goleiro Taffarel foi o único representante da equipe alvinegra no torneio e teve importante participação na campanha brasileira rumo ao vice-campeonato, ao defender duas cobranças na disputa por pênaltis vencida pelo Brasil, na semifinal contra a Holanda.
No ano de 2002, o Atlético também teve representante único na Copa: o volante Gilberto Silva, que foi um dos pilares para o pentacampeonato da Seleção Brasileira.
O desempenho do jogador foi tão satisfatório que levou o Arsenal a concretizar a contratação de Gilberto após aquela Copa do Mundo.
Última sequência consecutiva: 2010 e 2014
O ciclo mais recente de participações consecutivas ocorreu na década de 2010.
Copa do Mundo de 2010
- Julio César Cáceres, zagueiro (Paraguai)
Copa do Mundo de 2014
- Victor, goleiro
- Jô, atacante
Mesmo sem brasileiros em 2010, o Atlético manteve sua presença no Mundial com o zagueiro paraguaio Cáceres, antes de voltar a ter atletas convocados pela Seleção Brasileira na Copa disputada no Brasil, ambos como reservas.
Presença constante em diferentes gerações
Nesse sentido, salienta-se que a presença em Copas consecutivas evidencia que o Atlético conseguiu se manter relevante em diferentes épocas do futebol mundial.
Do pioneirismo de Mário de Castro, passando pela geração de Cerezo, Éder e Reinaldo, até os títulos mundiais de Dadá Maravilha e Gilberto Silva, o clube construiu uma história sólida de representatividade em Copas do Mundo.