Em quais Copas do Mundo consecutivas o Cruzeiro teve jogadores convocados?

Raposa teve duas sequências de convocações, sendo a maior delas com quatro Copas

Nelinho disputou duas Copas consecutivas (1974 e 1978) enquanto jogava no Cruzeiro

Desde a primeira participação em Copas do Mundo, em 1966, o Cruzeiro construiu uma história relevante em Mundiais mediante atletas convocados para o maior torneio de seleções do planeta.

Ao longo das décadas, jogadores da Raposa defenderam Brasil, Argentina e Uruguai em Copas, atravessando diferentes gerações do futebol internacional.

Mas, afinal, em quais Copas do Mundo consecutivas o Cruzeiro teve jogadores convocados? A seguir, a Itatiaia responde.

Sequências consecutivas do Cruzeiro em Copas do Mundo

Ao todo, a Raposa teve duas sequências distintas de convocações consecutivas, sendo a maior delas com quatro Copas seguidas, o maior período ininterrupto do clube na história do torneio.

  • 1966 a 1978
  • 1994 e 1998

Primeira convocação: o início da história celeste em Mundiais

Copa do Mundo de 1966

  • Tostão, meia-atacante

A história do Cruzeiro em Copas do Mundo começou na Inglaterra, em 1966, com a convocação de Tostão, ídolo do clube.

Naquele ano, o atacante havia sido protagonista da conquista da Taça Brasil, colocando o Cruzeiro definitivamente no cenário nacional.

Apesar da eliminação precoce da Seleção Brasileira, Tostão tornou-se o primeiro jogador da Raposa a disputar um Mundial, dando início a um ciclo histórico.

A maior sequência da história do Cruzeiro: quatro Copas consecutivas (1966 a 1978)

Entre 1966 e 1978, o Cruzeiro teve jogadores convocados para quatro Copas do Mundo consecutivas, configurando a maior sequência ininterrupta do clube no torneio.

O período coincidiu com a consolidação da equipe celeste como uma das principais forças do futebol brasileiro nas décadas de 1960 e 1970, quando o time conquistou a Taça Brasil de 1966, a Copa Libertadores de 1976 e nove títulos estaduais (1966, 1967, 1968, 1969, 1972, 1973, 1974, 1975, 1977), além de ter amargado os vice-campeonatos do Mundial Interclubes de 1976 e da Libertadores de 1977.

Copa do Mundo de 1970

  • Fontana, zagueiro
  • Wilson Piazza, zagueiro
  • Tostão, meia-atacante

Fontana (5º em pé), Piazza e Tostão (3º e 6º ajoelhados) foram campeões mundiais em 1970

Na campanha do tricampeonato mundial do Brasil, o Cruzeiro teve três representantes — maior número do clube em uma única edição de Copa.

Tostão e Piazza foram titulares da equipe comandada por Zagallo e exerceram papel fundamental na conquista.

Fontana era reserva do elenco que entrou para a história como uma das maiores Seleções de todos os tempos.

Copa do Mundo de 1974

  • Roberto Perfumo, zagueiro (Argentina)
  • Wilson Piazza, zagueiro
  • Nelinho, lateral-direito

Quatro anos depois, o Cruzeiro manteve presença no Mundial com três jogadores novamente convocados.

Pela primeira vez, o clube teve um representante estrangeiro em Copas do Mundo: o zagueiro argentino Roberto Perfumo.

Além dele, Piazza voltou a disputar um Mundial, enquanto Nelinho iniciou sua trajetória em Copas.

Copa do Mundo de 1978

  • Nelinho, lateral-direito

Na Copa da Argentina, o Cruzeiro seguiu representado por Nelinho, que protagonizou um dos momentos mais marcantes da história dos Mundiais.

Na disputa do terceiro lugar, contra a Itália, o lateral acertou um chute de trivela de fora da área, vencendo o goleiro Dino Zoff — lance eternizado como um dos gols mais bonitos das Copas.

Com isso, a equipe celeste encerrou a maior sequência consecutiva em Copas do Mundo, que durou 12 anos.

Novo ciclo: convocações consecutivas em 1994 e 1998

Após a Copa de 1978, o Cruzeiro passou por um hiato de 16 anos sem jogadores convocados para Mundiais.

O retorno ocorreu apenas em 1994, iniciando uma nova sequência, desta vez com duas edições consecutivas.

Copa do Mundo de 1994

  • Ronaldo Fenômeno, atacante

Com apenas 17 anos, Ronaldo foi convocado para a Copa dos Estados Unidos após um início de carreira meteórico pelo Cruzeiro.

Embora não tenha entrado em campo, integrou o elenco campeão do mundo e vivenciou o ambiente do tetracampeonato brasileiro.

Copa do Mundo de 1998

  • Dida, goleiro

Na Copa da França, o Cruzeiro manteve sua presença consecutiva com o goleiro Dida.

Campeão da Copa do Brasil de 1996 e da Libertadores de 1997 pelo clube, o arqueiro foi reserva de Taffarel na campanha que terminou com o vice-campeonato brasileiro.

Participações isoladas após 1998

Após a sequência entre 1994 e 1998, o Cruzeiro voltou a ter participações pontuais em Copas do Mundo, sem registrar novos ciclos contínuos e duradouros.

Copa do Mundo de 2002

  • Juan Pablo Sorín, lateral-esquerdo (Argentina)
  • Edílson, atacante

Sorín foi titular da Seleção Argentina que caiu precocemente naquela Copa (eliminada na primeira fase).

Sorín disputou a Copa do Mundo de 2002 enquanto era jogador do Cruzeiro

Edílson, que teve uma breve, mas consistente passagem pela Raposa (16 jogos, 11 gols e os títulos do Supercampeonato Mineiro e da Copa Sul-Minas, ambos em 2002), foi convocado por Luiz Felipe Scolari e fez parte do elenco que conquistou o pentacampeonato para o Brasil.

Copa do Mundo de 2010

  • Gilberto, lateral-esquerdo

Convocado para a Copa da África do Sul, o jogador entrou em campo em duas partidas do Brasil no torneio: no empate do Brasil contra Portugal, por 0 a 0, na terceira rodada da fase de grupos; e nas quartas de final, na derrota ante a Holanda, por 2 a 1, que culminou na eliminação brasileira no torneio.

Copa do Mundo de 2018

  • Giorgian de Arrascaeta, meia (Uruguai)

Após ser bicampeão da Copa do Brasil pelo Cruzeiro, em 2017 e 2018, Arrascaeta foi convocado para representar o Uruguai na Copa da Rússia.

Presença celeste em diferentes gerações

Do pioneirismo de Tostão, ao golaço de Nelinho, perpassando por campeões mundiais e representantes estrangeiros, a Raposa construiu uma presença sólida nos Mundiais, com destaque para a sequência histórica entre 1966 e 1978, a maior já vivida pelo clube.

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Repórter em formação com experiência em coberturas locais e interestaduais, com atuação em diferentes frentes do jornalismo. Apaixonado por esportes, especialmente futebol, acompanha o cenário nacional e internacional, com foco em contexto, informação e curiosidades do jogo. Acumula passagem por No Ataque e Estado de Minas.

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