Desde a primeira participação em Copas do Mundo, em 1966, o
Ao longo das décadas, jogadores da Raposa defenderam Brasil, Argentina e Uruguai em Copas, atravessando diferentes gerações do futebol internacional.
Mas, afinal, em quais Copas do Mundo consecutivas o Cruzeiro teve jogadores convocados? A seguir, a Itatiaia responde.
Sequências consecutivas do Cruzeiro em Copas do Mundo
Ao todo, a Raposa teve duas sequências distintas de convocações consecutivas, sendo a maior delas com quatro Copas seguidas, o maior período ininterrupto do clube na história do torneio.
- 1966 a 1978
- 1994 e 1998
Primeira convocação: o início da história celeste em Mundiais
Copa do Mundo de 1966
- Tostão, meia-atacante
A história do Cruzeiro em Copas do Mundo começou na Inglaterra, em 1966, com a convocação de Tostão, ídolo do clube.
Naquele ano, o atacante havia sido protagonista da conquista da Taça Brasil, colocando o Cruzeiro definitivamente no cenário nacional.
Apesar da eliminação precoce da Seleção Brasileira, Tostão tornou-se o primeiro jogador da Raposa a disputar um Mundial, dando início a um ciclo histórico.
A maior sequência da história do Cruzeiro: quatro Copas consecutivas (1966 a 1978)
Entre 1966 e 1978, o Cruzeiro teve jogadores convocados para quatro Copas do Mundo consecutivas, configurando a maior sequência ininterrupta do clube no torneio.
O período coincidiu com a consolidação da equipe celeste como uma das principais forças do futebol brasileiro nas décadas de 1960 e 1970, quando o time conquistou a Taça Brasil de 1966, a Copa Libertadores de 1976 e nove títulos estaduais (1966, 1967, 1968, 1969, 1972, 1973, 1974, 1975, 1977), além de ter amargado os vice-campeonatos do Mundial Interclubes de 1976 e da Libertadores de 1977.
Copa do Mundo de 1970
- Fontana, zagueiro
- Wilson Piazza, zagueiro
- Tostão, meia-atacante
Fontana (5º em pé), Piazza e Tostão (3º e 6º ajoelhados) foram campeões mundiais em 1970
Na campanha do tricampeonato mundial do Brasil, o Cruzeiro teve três representantes — maior número do clube em uma única edição de Copa.
Tostão e Piazza foram titulares da equipe comandada por Zagallo e exerceram papel fundamental na conquista.
Fontana era reserva do elenco que entrou para a história como uma das maiores Seleções de todos os tempos.
Copa do Mundo de 1974
- Roberto Perfumo, zagueiro (Argentina)
- Wilson Piazza, zagueiro
- Nelinho, lateral-direito
Quatro anos depois, o Cruzeiro manteve presença no Mundial com três jogadores novamente convocados.
Pela primeira vez, o clube teve um representante estrangeiro em Copas do Mundo: o zagueiro argentino Roberto Perfumo.
Além dele, Piazza voltou a disputar um Mundial, enquanto Nelinho iniciou sua trajetória em Copas.
Copa do Mundo de 1978
- Nelinho, lateral-direito
Na Copa da Argentina, o Cruzeiro seguiu representado por Nelinho, que protagonizou um dos momentos mais marcantes da história dos Mundiais.
Na disputa do terceiro lugar, contra a Itália, o lateral acertou um chute de trivela de fora da área, vencendo o goleiro Dino Zoff — lance eternizado como um dos gols mais bonitos das Copas.
Com isso, a equipe celeste encerrou a maior sequência consecutiva em Copas do Mundo, que durou 12 anos.
Novo ciclo: convocações consecutivas em 1994 e 1998
Após a Copa de 1978, o Cruzeiro passou por um hiato de 16 anos sem jogadores convocados para Mundiais.
O retorno ocorreu apenas em 1994, iniciando uma nova sequência, desta vez com duas edições consecutivas.
Copa do Mundo de 1994
- Ronaldo Fenômeno, atacante
Com apenas 17 anos, Ronaldo foi convocado para a Copa dos Estados Unidos após um início de carreira meteórico pelo Cruzeiro.
Embora não tenha entrado em campo, integrou o elenco campeão do mundo e vivenciou o ambiente do tetracampeonato brasileiro.
Copa do Mundo de 1998
- Dida, goleiro
Na Copa da França, o Cruzeiro manteve sua presença consecutiva com o goleiro Dida.
Campeão da Copa do Brasil de 1996 e da Libertadores de 1997 pelo clube, o arqueiro foi reserva de Taffarel na campanha que terminou com o vice-campeonato brasileiro.
Participações isoladas após 1998
Após a sequência entre 1994 e 1998, o Cruzeiro voltou a ter participações pontuais em Copas do Mundo, sem registrar novos ciclos contínuos e duradouros.
Copa do Mundo de 2002
- Juan Pablo Sorín, lateral-esquerdo (Argentina)
- Edílson, atacante
Sorín foi titular da Seleção Argentina que caiu precocemente naquela Copa (eliminada na primeira fase).
Sorín disputou a Copa do Mundo de 2002 enquanto era jogador do Cruzeiro
Edílson, que teve uma breve, mas consistente passagem pela Raposa (16 jogos, 11 gols e os títulos do Supercampeonato Mineiro e da Copa Sul-Minas, ambos em 2002), foi convocado por Luiz Felipe Scolari e fez parte do elenco que conquistou o pentacampeonato para o Brasil.
Copa do Mundo de 2010
- Gilberto, lateral-esquerdo
Convocado para a Copa da África do Sul, o jogador entrou em campo em duas partidas do Brasil no torneio: no empate do Brasil contra Portugal, por 0 a 0, na terceira rodada da fase de grupos; e nas quartas de final, na derrota ante a Holanda, por 2 a 1, que culminou na eliminação brasileira no torneio.
Copa do Mundo de 2018
- Giorgian de Arrascaeta, meia (Uruguai)
Após ser bicampeão da Copa do Brasil pelo Cruzeiro, em 2017 e 2018, Arrascaeta foi convocado para representar o Uruguai na Copa da Rússia.
Presença celeste em diferentes gerações
Do pioneirismo de Tostão, ao golaço de Nelinho, perpassando por campeões mundiais e representantes estrangeiros, a Raposa construiu uma presença sólida nos Mundiais, com destaque para a sequência histórica entre 1966 e 1978, a maior já vivida pelo clube.