A rivalidade entre
Ao longo das décadas, Galo e Raposa tiveram convocações de atletas para diferentes edições do principal torneio de seleções do planeta, algumas delas de forma consecutiva.
Mas, afinal, entre os rivais mineiros, qual time conseguiu emplacar jogadores em mais Copas do Mundo seguidas? A seguir, a Itatiaia responde.
Vantagem alvinegra no histórico contínuo
A comparação evidencia que, embora o Cruzeiro tenha protagonizado um ciclo marcante entre as décadas de 1960 e 1970, o Atlético se sobressai quando o critério é regularidade.
Com a maior sequência consecutiva já registrada entre times mineiros (cinco Copas seguidas), o Galo leva vantagem no comparativo histórico de presença contínua em Mundiais. O clube alvinegro registrou três períodos distintos de convocações consecutivas.
Já o Cruzeiro teve duas sequências, sendo a maior delas com quatro edições consecutivas.
Comparativo geral entre os rivais mineiros
O lado atleticano conta com mais sequências e com o ciclo mais duradouro, em relação aos cruzeirenses, conforme detalha-se a seguir.
- Atlético: três sequências (1970 a 1986; 1998 a 2002; e 2010 a 2014). Cinco Copas seguidas como maior continuidade da história do clube.
- Cruzeiro: duas sequências (1966 a 1978; e 1998 a 2002). Quatro Copas seguidas como maior continuidade da história do clube.
Sequências consecutivas do Atlético em Copas do Mundo
O Galo teve atletas convocados de forma contínua em três diferentes momentos da história do torneio.
- 1970 a 1986 (cinco Copas consecutivas)
- 1998 e 2002
- 2010 e 2014
A maior sequência da história do Atlético: 1970 a 1986
Entre as Copas do Mundo de 1970 e 1986, o Atlético manteve presença ininterrupta no torneio por cinco edições consecutivas, feito inédito entre os clubes mineiros.
Durante os certames, o clube mineiro teve ao menos um jogador convocado para o Mundial — a maior sequência ininterrupta do Galo na história da competição.
A presença recorrente de atletas atleticanos nas Copas se embasou no alto nível das equipes montadas pelo clube naquele intervalo: foram dez conquistas de Campeonato Mineiro (1970, 1976, 1978, 1979, 1980, 1981, 1982, 1983, 1985, 1986); e dois vices de Campeonato Brasileiro (1977 e 1980).
Copas com jogadores do Atlético no período
- 1970: Dadá Maravilha (atacante)
- 1974: Ladislao Mazurkiewicz (goleiro – Uruguai)
- 1978: Toninho Cerezo (meio-campista); Reinaldo (atacante)
- 1982: Luisinho (zagueiro); Toninho Cerezo (meio-campista); Éder Aleixo (atacante)
- 1986: Elzo (volante); Edivaldo (atacante)
Mazurkiewicz foi goleiro do Atlético e jogou 13 vezes pelo Uruguai em Copas do Mundo
Nova sequência: 1998 e 2002
Após a Copa de 1986, o Atlético passou por um hiato de 12 anos até voltar ao cenário dos Mundiais.
Copa do Mundo de 1998
- Taffarel, goleiro
Copa do Mundo de 2002
- Gilberto Silva, volante
Em duas Copas consecutivas, o clube voltou a figurar entre os representantes do Brasil.
Em 1998, na França, o goleiro Taffarel foi o único representante da equipe alvinegra no torneio e teve importante participação na campanha brasileira rumo ao vice-campeonato, ao defender duas cobranças na disputa por pênaltis vencida pelo Brasil, na semifinal contra a Holanda.
No ano de 2002, o Atlético também teve representante único na Copa: o volante Gilberto Silva, que foi um dos pilares para o pentacampeonato da Seleção Brasileira.
O desempenho do jogador foi tão satisfatório que levou o Arsenal a concretizar a contratação de Gilberto após aquela Copa do Mundo.
Última sequência consecutiva: 2010 e 2014
O ciclo mais recente de participações consecutivas ocorreu na década de 2010.
Copa do Mundo de 2010
- Julio César Cáceres, zagueiro (Paraguai)
Copa do Mundo de 2014
- Victor, goleiro
- Jô, atacante
Mesmo sem brasileiros em 2010, o Atlético manteve sua presença no Mundial com o zagueiro paraguaio Cáceres, antes de voltar a ter atletas convocados pela Seleção Brasileira na Copa disputada no Brasil, ambos como reservas.
Sequências consecutivas do Cruzeiro em Copas do Mundo
O Cruzeiro também registrou períodos relevantes de convocações consecutivas, com destaque para a geração das décadas de 1960 e 1970.
- 1966 a 1978 (quatro Copas consecutivas)
- 1994 e 1998
Maior sequência do Cruzeiro: 1966 a 1978
Entre as Copas de 1966 e 1978, a Raposa teve jogadores convocados em quatro edições consecutivas, marcando o período mais duradouro do clube em Mundiais.
- 1966: Tostão (meia-atacante)
- 1970: Fontana (zagueiro); Wilson Piazza (zagueiro); Tostão (meia-atacante)
- 1974: Roberto Perfumo (zagueiro – Argentina); Wilson Piazza (zagueiro); Nelinho (lateral-direito)
- 1978: Nelinho (lateral-direito)
O período coincidiu com a consolidação da equipe celeste como uma das principais forças do futebol brasileiro nas décadas de 1960 e 1970, quando o time conquistou a Taça Brasil de 1966, a Copa Libertadores de 1976 e nove títulos estaduais (1966, 1967, 1968, 1969, 1972, 1973, 1974, 1975, 1977), além dos vice-campeonatos do Mundial Interclubes de 1976 e da Libertadores de 1977.
Fontana (5º em pé), Piazza e Tostão (3º e 6º ajoelhados) foram campeões mundiais em 1970
Nova sequência: 1994 e 1998
Após um intervalo de 16 anos, o Cruzeiro voltou a ter convocações consecutivas em Copas.
- 1994: Ronaldo (atacante)
- 1998: Dida (goleiro)
Com apenas 17 anos, Ronaldo foi convocado para a Copa dos Estados Unidos após um início de carreira meteórico pelo Cruzeiro.
Embora não tenha entrado em campo, integrou o elenco campeão do mundo e vivenciou o ambiente do tetracampeonato brasileiro.
Lado outro, na Copa da França, o Cruzeiro manteve sua presença consecutiva com o goleiro Dida.
Campeão da Copa do Brasil de 1996 e da Libertadores de 1997 pelo clube, o arqueiro foi reserva de Taffarel na campanha que terminou com o vice-campeonato brasileiro.