Engenheiro de IA: veja o que diz a Forbes sobre a profissão que mais cresce no Brasil

Profissão com salários que podem ultrapassar R$ 27 mil e alta demanda por profissionais qualificados

Engenheiro de IA

Segundo reportagem da Forbes Brasil, o engenheiro de inteligência artificial é a profissão que mais cresceu no país nos últimos três anos. O dado aparece em um relatório recente do LinkedIn e reflete o impacto direto da expansão da inteligência artificial generativa sobre o mercado de trabalho.

Enquanto uma parcela significativa dos profissionais teme perder espaço para a automação — como mostra uma pesquisa global da PwC citada pela Forbes —, novas funções altamente especializadas ganham força.

Entre elas, destaca-se o engenheiro de IA, responsável por projetar, testar e implementar sistemas capazes de apoiar decisões estratégicas nas empresas.

De acordo com a revista, esse profissional vai além do papel tradicional da engenharia de software.

Demanda alta e escassez de profissionais

A Forbes destaca que a explosão da IA generativa colocou a carreira definitivamente no radar das empresas brasileiras. O problema é que a oferta de profissionais qualificados não acompanha a demanda.

Segundo especialistas ouvidos pela revista, há uma escassez crítica de talentos capazes de lidar tanto com a complexidade técnica dos sistemas de IA quanto com os desafios éticos envolvidos no uso da tecnologia. Esse desequilíbrio ajuda a explicar os salários elevados e a rápida ascensão da carreira.

Outro dado citado pela Forbes Brasil chama atenção: no último ano, cerca de 63,5% das vagas para engenheiros de IA eram remotas, e outras 13,5% híbridas, um índice de flexibilidade bem acima da média do mercado.

Quanto ganha um engenheiro de IA

De acordo com a Forbes, os salários estão entre os mais altos da área de tecnologia no país. Dados do Guia Salarial Robert Half de 2026, mencionados na reportagem, indicam que a remuneração de um engenheiro de IA no Brasil varia entre R$ 19,5 mil e R$ 27,1 mil, a depender da senioridade, do setor e da complexidade dos projetos.

A revista ressalta que muitos profissionais atingem esse patamar após cerca de três anos e meio de experiência, geralmente vindos de cargos como engenheiro de software, cientista de dados ou engenheiro de dados.

O que faz um engenheiro de IA hoje?

O papel do engenheiro de IA evoluiu rapidamente. O profissional deixou de ser apenas alguém que “treina modelos” para atuar como um estrategista técnico, muitas vezes embarcado diretamente nas áreas de negócio.

Esse perfil é conhecido como Forward-Deployed Engineer (FDE) — alguém que entende tanto de modelos de linguagem, agentes autônomos e infraestrutura de dados quanto de estratégia corporativa.

Entre as principais funções destacadas na reportagem estão:

  • Orquestração de agentes de IA, criando sistemas autônomos capazes de executar tarefas complexas
  • Engenharia de valor, com foco em resolver problemas reais de setores como varejo, mineração, finanças e saúde
  • Gestão do núcleo digital, garantindo infraestrutura de dados robusta, segura e alinhada a princípios éticos

Desigualdade de gênero ainda é um desafio

A reportagem da Forbes Brasil também chama atenção para a disparidade de gênero na área. Em 2025, apenas 10,6% das contratações para engenheiros de IA foram de mulheres, contra quase 90% de homens, um desequilíbrio que reflete desafios históricos da tecnologia e da engenharia.

Formação e perfil mais valorizados

A base acadêmica mais comum para quem atua como engenheiro de IA está nas áreas de Ciência da Computação, Matemática, Estatística, Física e Engenharia. No entanto, o diploma é visto apenas como ponto de partida.

Com a velocidade das mudanças trazidas pela IA generativa, empresas têm valorizado cada vez mais profissionais com capacidade contínua de aprendizado, portfólio prático e experiências interdisciplinares, inclusive vindas de áreas como economia, biologia, direito e design.

Entre as habilidades técnicas mais demandadas estão:

  • Domínio de Python
  • Frameworks como PyTorch e TensorFlow
  • Engenharia de prompt e arquitetura de LLMs

Já no campo comportamental, a Forbes destaca comunicação, empatia com o usuário final e resiliência diante de tecnologias que evoluem rapidamente.

Transição de carreira

Por fim, a Forbes reforça que a transição para a engenharia de IA não exige abandonar a trajetória profissional anterior. Pelo contrário: o caminho mais sólido é combinar conhecimento de domínio com novas competências em IA.

Setores como finanças, marketing, direito, logística, saúde e recursos humanos já absorvem engenheiros de IA especializados em resolver problemas específicos dessas áreas. A lógica, segundo a revista, é clara: a inteligência artificial funciona como uma camada transversal, capaz de transformar praticamente qualquer setor.

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Jornalista graduada na PUC Minas. Trabalhou como repórter do caderno Gerais do jornal Estado de Minas. Na Itatiaia, produziu inicialmente conteúdos para as editorias Minas Gerais, Brasil e Mundo. Atualmente, colabora com as editorias Turismo e Emprego & Concursos.

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