Carnaval: especialista dá 5 dicas para empreender e ganhar um dinheiro extra na folia

Banheiro pago, itens de emergência e serviços rápidos estão entre as alternativas para faturar durante a folia; especialista do Sebrae Minas explica como se organizar e evitar problemas

Carnaval

O Carnaval de rua movimenta milhares de foliões e também se transforma em uma oportunidade de renda para quem se planeja com antecedência. Mesmo sem vender bebidas alcoólicas, é possível ganhar dinheiro oferecendo serviços essenciais, itens de necessidade imediata e soluções práticas, principalmente em pontos estratégicos dos blocos.

Segundo o Sebrae Minas, o planejamento é o principal fator para transformar a folia em renda. De acordo com Victor Mota, antes mesmo de decidir o que vender, é importante entender o ambiente onde a pessoa pretende atuar, como trajeto dos blocos, horários e volume de público. Esse mapeamento evita investimentos mal direcionados.

A seguir, a Itatiaia lista cinco formas de faturar durante o Carnaval de rua e explica como colocar cada ideia em prática.

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1. Banheiro pago em ponto estratégico

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A oferta de banheiro é uma das maiores demandas do Carnaval e pode ser uma alternativa viável para quem mora próximo ao trajeto dos blocos.

O serviço pode funcionar com banheiro residencial adaptado ou com o aluguel de banheiro químico, desde que o imóvel esteja localizado em ponto de grande circulação.

Segundo Victor Mota, essa opção é indicada para quem já dispõe do espaço e quer começar com uma estrutura simples. O valor cobrado costuma variar entre R$ 2 e R$ 5 por uso, com pagamento preferencialmente via Pix.

Para evitar problemas, é importante manter limpeza frequente, estoque de papel higiênico e sabonete, além de organização de filas e controle de acesso.

2. Venda de itens de emergência para foliões

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O calor e as longas horas de festa aumentam a procura por produtos básicos que resolvem situações imediatas. Entre os itens mais procurados estão protetor solar, lenço umedecido, desodorante, curativos, band-aid e protetor labial.

De acordo com o analista do Sebrae Minas, montar kits prontos facilita a venda e agiliza o atendimento.

Os produtos avulsos costumam ser vendidos entre R$ 5 e R$ 20, enquanto os kits variam entre R$ 20 e R$ 30. A recomendação é calcular todos os custos antes de definir os preços e trabalhar com valores simples e arredondados.

3. Maquiagem carnavalesca e glitter biodegradável

Glitter biodegradável

A maquiagem rápida é um serviço com alta procura antes e durante os blocos. Pintura facial simples, aplicação de glitter biodegradável, strass e detalhes decorativos costumam ter boa saída.

4. Venda de objetos e acessórios de Carnaval

Capa de chuva é comercializada nos blocos

Segundo Victor Mota, serviços rápidos funcionam bem no Carnaval porque resolvem necessidades imediatas do folião. Os valores costumam variar entre R$ 10 e R$ 30, conforme o desenho. Para operar com eficiência, é importante ter espelho portátil, pincéis higienizados e uma estrutura simples, como banco ou cadeira dobrável.

Itens leves e de baixo custo costumam ter grande giro, principalmente ao longo do trajeto dos blocos. Leques, chapéus, tiaras, óculos coloridos e capas de chuva estão entre os produtos mais vendidos.

A orientação do Sebrae é investir em produtos de compra por impulso e evitar grandes estoques.

Segundo Victor, o ideal é começar com pouco, observar o ritmo das vendas e reabastecer apenas quando houver demanda clara, evitando prejuízo com mercadorias de baixo giro após o Carnaval.

5. Serviços rápidos e improvisados

celular carregando bateria

Pequenos serviços também podem gerar renda ao resolver problemas pontuais dos foliões. Entre as opções estão recarga de celular, customização rápida de fantasias, capas para celular e cordões para óculos ou celular.

De acordo com o especialista, o folião tende a pagar para resolver um problema na hora, sem precisar sair do bloco. Por isso, esse tipo de serviço tem boa aceitação quando oferecido de forma prática e organizada.

Uso do Pix e organização financeira

O Pix é apontado pelo Sebrae Minas como a principal forma de pagamento no Carnaval de rua, por agilizar o atendimento e reduzir a necessidade de troco. Cartazes com QR Code e preços visíveis ajudam a facilitar a venda.

Para evitar prejuízos, Victor Mota recomenda separar o dinheiro pessoal do dinheiro da operação, registrar custos e vendas diariamente e comprar insumos apenas para os primeiros dias da folia.

Parte do lucro deve ser reservada para reposição de estoque e imprevistos, garantindo fôlego financeiro ao longo dos blocos.

Atenção às regras e à fiscalização

Ambulantes precisam de credenciamento da prefeitura para atuar durante o Carnaval. Estabelecimentos fixos devem estar com alvará de funcionamento válido.

Também é importante respeitar normas de uso do espaço público, não bloquear vias ou saídas de emergência e evitar produtos proibidos.

Segundo o Sebrae Minas, atuar dentro das regras reduz riscos de multa e apreensão e aumenta as chances de faturar bem durante a folia.

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Jornalista graduada na PUC Minas. Trabalhou como repórter do caderno Gerais do jornal Estado de Minas. Na Itatiaia, produziu inicialmente conteúdos para as editorias Minas Gerais, Brasil e Mundo. Atualmente, colabora com as editorias Turismo e Emprego & Concursos.

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