A ausência no debate da Rede Minas/Rádio Inconfidência na noite desta terça-feira (3) não impediu que o prefeito Fuad Noman (PSD) virasse alvo de pergunta de um adversário. No segundo bloco, seis candidatos à Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) perguntaram entre si sobre temas diversos, como segurança pública, economia e meio ambiente e, ao final, sobrou para Gabriel Azevedo (MDB) gastar o tempo a que teria direito como quisesse.
O vereador retirou a placa com o nome do prefeito da cadeira, colocou sobre o púlpito de frente a ele e decidiu questionar ao “candidato ausente”.
“Candidato ausente, Fuad Noman: porque é que o Ministério Público de Contas, órgão respeitado, disse ao senhor, quando era secretário de Transportes do Aécio Neves, em 2006, criou um contrato de ônibus metropolitano que foi o laboratório da corrupção para o contrato de ônibus de 2008, feito pelo PT em Belo Horizonte?”, questionou Gabriel.
O candidato do MDB reivindicou direito ao tempo de réplica e tréplica, a que teria direito, caso tivesse algum adversário para questionar e aproveitou para seguir com críticas ao prefeito sobre o transporte público e apresentar sua proposta sobre o tema.
“Gente, quero deixar claro que vez ou outra vocês veem na TV um sujeito que se apresenta muito bondoso, de suspensórios dizendo que tem muitas obras. A principal obra dele é estar completamente coligado com a máfia dos ônibus nessa cidade há anos. E, agora, tenha dar uma de bonzinho. A principal obra do atual prefeito é manter um tanto de gente espremida dentro dos ônibus para que alguns se deem bem”, completou.
Por fim, disse que o próximo contrato de ônibus tiraria Belo Horizonte do “atraso”.
“Integração tarifária, tirar o dinheiro de dentro dos ônibus, garantir que haja uma partição dos contratos”, completou.