Volta às aulas: 80% dos pais reaproveitam material escolar para economizar

Estudo mostra que gastos escolares afetam o orçamento das famílias, sobretudo as de menor renda

Estudo revela que 80% dos pais reaproveitam material escolar

Oito em cada dez brasileiros com filhos em idade escolar reaproveitam materiais do ano anterior na volta às aulas. Mochilas, estojos e cadernos parcialmente usados estão entre os itens mais reutilizados.

O dado é de uma pesquisa do Instituto Locomotiva, em parceria com a QuestionPro, e aponta que economizar se tornou uma estratégia comum diante dos altos custos do início do ano letivo.

A lista de material escolar enviada pelas escolas divide opiniões. Para 56% dos pais, os itens solicitados são adequados. Já 42% consideram a lista excessiva e acima do necessário para o ano escolar.

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Mesmo com a preocupação financeira, a intenção de compra segue alta. Nove em cada dez pais afirmam que vão às compras para o ano letivo de 2026.

Os itens mais citados são material escolar (89%), uniforme (73%) e livros didáticos (69%).

A pesquisa mostra ainda que as crianças participam da escolha do material escolar em 92% das famílias. Em 45% dos casos, os filhos decidem a maior parte dos itens. Entre crianças de 11 a 14 anos, a participação chega a 95%.

As lojas físicas continuam sendo o principal local de compra para 45% dos entrevistados. Outros 39% pretendem combinar compras em lojas físicas e pela internet.

Já 16% afirmam que devem comprar a maior parte do material exclusivamente online, indicando um consumo cada vez mais híbrido.

O impacto financeiro é significativo. Cerca de 88% dos pais dizem que os gastos com material escolar, uniforme e livros didáticos afetam o orçamento familiar.

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Entre as famílias das classes D e E, 52% consideram esse impacto muito grande. Nas classes A e B, o percentual é de 32%.

Além disso, 84% dos entrevistados afirmam que os preços do material escolar influenciam outras decisões financeiras, como lazer, alimentação e pagamento de contas.

Segundo Renato Meirelles, presidente do Instituto Locomotiva, o peso dos gastos é desigual entre as classes sociais. Ele afirma que, para famílias de menor renda, as despesas com itens escolares exigem ajustes significativos no orçamento mensal.

A pesquisa de preços é uma prática quase geral. Nove em cada dez brasileiros comparam valores antes de comprar material escolar.

Cerca de dois terços dizem pesquisar preços em várias lojas. Entre as classes D e E, 72% adotam essa estratégia. Já entre as classes A e B, o índice é de 55%.

Quando os preços estão acima do esperado, dois em cada três pais optam por marcas mais baratas. Entre as famílias de baixa renda, esse comportamento chega a 76%. Nas classes A e B, o percentual é de 58%.

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Izabella Gomes se graduou em Jornalismo na PUC Minas. Na Itatiaia, produziu inicialmente conteúdos para as editorias Minas Gerais, Brasil e Mundo. Atualmente, colabora com as editorias de Educação e Saúde.

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