Para avaliar os efeitos da
A lei federal que restringe o uso de celulares nas escolas completou um ano de vigência na última terça-feira (13). A norma foi instituída pela Lei nº 15.100/2025 e tem como objetivo reduzir distrações no ambiente escolar e priorizar o engajamento dos alunos nas atividades pedagógicas.
O ministro da Educação, Camilo Santana, afirma que a restrição do uso de celulares tem apresentado resultados positivos para os estudantes.
Segundo ele, o tempo excessivo de exposição às telas tem efeitos prejudiciais para crianças e adolescentes.
A legislação foi criada em meio a preocupações crescentes sobre o uso excessivo e desregulado de celulares nas escolas. Dados do Programa Internacional de Avaliação dos Estudantes (Pisa) de 2022 indicam que 80% dos estudantes brasileiros relataram distração e dificuldade de concentração nas aulas de matemática por causa do uso do celular.
Especialistas relatam que, após a restrição, professores perceberam alunos mais atentos, participativos e focados. A prática de apenas fotografar o conteúdo do quadro foi reduzida, incentivando os estudantes a escrever, registrar e interagir mais durante as aulas.
A mestre em saúde pública e psicóloga Karen Scavacini avalia que o celular pode ser um aliado da aprendizagem quando usado de forma adequada.
Segundo a especialista, o aparelho pode ser uma ferramenta educativa potente quando integrado de forma transdisciplinar, permitindo produção de conteúdo, leitura crítica de informações e o desenvolvimento da educação midiática, além de ajudar estudantes a avaliar fontes, compreender algoritmos, identificar desinformação e usar as redes de forma ética.
Para apoiar a implementação da lei, o MEC desenvolveu e disponibilizou materiais como guias práticos, planos de aula e conteúdos de apoio a campanhas de conscientização sobre o uso responsável de celulares nas escolas.
Com agência Brasil