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Ausência de vereadores faz Câmara de BH adiar sessão que pode abrir novo processo de cassação de Gabriel

Após Legislativo cancelar votação de outro pedido de punição ao presidente da Casa, não houve número mínimo de vereadores para analisar segunda denúncia

Denúncias contra Gabriel Azevedo não serão analisadas nesta semana

Denúncias contra Gabriel Azevedo não serão analisadas nesta semana

Edson Costa/Itatiaia

A sessão da Câmara Municipal de Belo Horizonte (CMBH) que analisaria, nesta sexta-feira (1°), a possibilidade de abertura de um segundo pedido de cassação contra o presidente da Casa, Gabriel Azevedo (sem partido), não foi iniciada por falta de quórum. Sem o mínimo de 21 parlamentares presentes ao plenário do Legislativo, o debate não pôde começar. A representação contra Gabriel foi feita pelo vereador Miltinho CGE, do PDT.

Foi a segunda reunião da CMBH programada para esta sexta que não aconteceu por causa de ausência de quórum. Mais cedo, a sessão que votaria a cassação de Gabriel por causa de outra denúncia, feita pela deputada federal Nely Aquino (Podemos-MG), acabou cancelada.

A denúncia de Miltinho CGE está relacionada a uma entrevista concedida por Gabriel a uma emissora de TV em 15 de maio. À ocasião, o presidente da Câmara anunciou ter recebido um pedido de cassação do pedetista por “supostas práticas de rachadinha e nepotismo.

Segundo Miltinho, em vez de ter analisado a denúncia e adotado as medidas determinadas pelo Regimento Interno da Câmara, Gabriel “optou por utilizar sua posição de autoridade para engrandecer sua imagem, comprometendo a reputação de um colega vereador”.

No pedido de punição ao colega, o vereador do PDT diz ter sido “humilhado publicamente” sofrido “hostilidade das pessoas nas ruas diante do prejulgamento induzido pela entrevista”.

Primeira denúncia às vésperas de ‘vencer’

A denúncia de Nely Aquino, por sua vez, já está pronta para a votação final por parte dos parlamentares. Portanto, se houver 28 manifestações favoráveis às alegações da deputada federal, Gabriel, ex-aliado dela, será cassado. Apesar disso, caso a denúncia não seja votada até a segunda-feira (4), o processo será arquivado. Isso porque o prazo de 90 dias para a conclusão do caso se esgotará.

O documento apresentado por Nely lista cinco motivos para defender a cassação do presidente da Câmara, entre eles agressões verbais a outros vereadores, abuso de autoridade, atuação irregular na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Lagoa da Pampulha e uma polêmica envolvendo o corregedor do Legislativo municipal, Marcos Crispim (Podemos) - um assessor de Azevedo foi acusado de acessar o computador do parlamentar para arquivar um pedido de cassação contra o seu chefe. Ele nega.

Em entrevista coletiva nesta sexta-feira, após o cancelamento da segunda sessão, Gabriel Azevedo voltou a chamar de “farsa” os processos que podem culminar em sua cassação.

“A farsa chegou ao fim. Hoje é 87° dia. Na segunda, será o 90° dia do processo. Começamos e terminamos do mesmo jeito: com um grupo de vereadores falando que não ia votar e um outro grupo insistindo (para votar)”, disse, em menção aos prazos para a votação da denúncia de Nely Aquino.

Integrante do grupo político de Nely, que tem como líder o secretário de Estado de Casa Civil, Marcelo Aro (PP), o vereador Wesley Moreira, também do PP, defendeu o relatório da colega de partido Professora Marli. Integrante da comissão processante que analisou a denúncia da deputada federal contra Gabriel, ela emitiu parecer recomendando a cassação do chefe do Legislativo.

“O que temos é um relatório de uma comissão que foi séria e imparcial. Esse relatório trouxe fundamentações para que se vote, sim, pela cassação do presidente da Câmara Municipal”, apontou Wesley.

Jornalista graduado pela PUC Minas; atua como apresentador, repórter e produtor na Rádio Itatiaia em Belo Horizonte desde 2019; repórter setorista da Câmara Municipal de Belo Horizonte.
Graduado em Jornalismo, é repórter de Política na Itatiaia. Antes, foi repórter especial do Estado de Minas e participante do podcast de Política do Portal Uai. Tem passagem, também, pelo Superesportes.
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