“Não vou manter na porta da minha sala alguém que pode me dar um tiro”, diz Lula

Segundo o presidente da República, bolsonaristas extremistas serão retirados do Palácio, mas não haverá perseguição. “Lavajatistas não serão perseguidos”, exemplificou

Presidente Luiz Inácio Lula da Silva

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse, nesta quinta-feira (12), durante o primeiro café com imprensa, no Palácio do Planalto, que o prédio de onde despacha em Brasília estava lotado de militares e apoiadores do ex-presidente de Jair Bolsonaro (PL). “Não pode ficar nenhum bolsonarista raiz aqui dentro” afirmou. No entanto, segundo ele, não haverá perseguição. “Lavajatistas não serão perseguidos”, completou o presidente, ao exemplificar que não haverá perseguição.

Segundo o presidente, ele viu “em fitas” de militares do exército apoiando invasores durante a quebradeira do último domingo. “Nos videos que eu vi, eu vi soldado do exército conversando com os invasores, eu vi soldado do exército cantando com invasores”, revelou.

Preocupado com a própria segurança, Lula mantém por perto os militares de sua equipe antiga. “Não vou manter na porta da minha sala, alguém que pode me dar um tiro”, afirmou o presidente.

Alerta

De acordo com Lula, o que aconteceu no domingo foi um alerta. “Bolsonaro foi derrotado, mas o bolsonarismo não”, afirmou.

O presidente também citou o caso do seu advogado, Cristiano Zanin, que foi abordado e constrangido no aeroporto por um homem que o filmou e ameaçou. “Se aparecer alguém xingando vocês, tire o seu celular e comece filmar ele. Temos que colocar a cara dessa gente nas redes”, disse Lula defendendo que agressores precisam ser presos.

Civis

Ao dizer que o Palácio do Planalto estava tomado por militares, Lula afirmou que quer um gabinete formado por civis e que está convencido de que “a porta do Palácio foi aberta” no dia da depredação.

Edilene Lopes é jornalista, repórter e colunista na Itatiaia e analista de política na CNN Brasil. Na rádio, idealizou e conduziu o Podcast “Abrindo o Jogo”, que entrevistou os principais nomes da política brasileira. Está entre os jornalistas que mais fizeram entrevistas exclusivas com presidentes da República nos últimos 10 anos, incluindo repetidas vezes Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Messias Bolsonaro. Mestre em ciência política pela UFMG, e diplomada em jornalismo digital pelo Centro Tecnológico de Monterrey (México), está na Itatiaia desde 2006, onde também foi também apresentadora. Como repórter, registra no currículo grandes coberturas nacionais e internacionais, incluindo eventos de política, economia e territórios de guerra. Premiada, em 2016 foi eleita, pelo Troféu Mulher Imprensa, a melhor repórter de rádio do Brasil. Em 2025, venceu o Prêmio Jornalistas Negros +Admirados na categoria Rádio e Texto.

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