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“Deu tudo errado”, diz cofundador do Twitter

Ele se refere à condução da plataforma por Elon Musk, depois de ter apoiado publicamente a compra

Cofundador do Twitter não concorda com cobrança na plataforma

Cofundador do Twitter não concorda com cobrança na plataforma

Divulgação

Depois de apoiar publicamente a compra do Twitter por Elon Musk por US$ 44 bilhões, Jack Dorsey, cofundador do serviço, está descontente com a forma como o empresário administra a plataforma. “Não acho que ele agiu bem logo depois de perceber que seu timing era ruim. Também não acho que o conselho deveria ter forçado a venda.”

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Dorsey se manifestou no Bluesky, a alternativa ao Twitter criada por ele. “Tudo deu errado”, avalia. Amigo de Musk por anos, ele sugeriu que o empresário se envolvesse com o serviço. Em 2022, ele chegou a dizer que o empresário teria “a única solução em que confio” para o Twitter.

Um usuário do Bluesky apontou que foi muito triste como tudo ocorreu. Dorsey concordou, mas acrescentou que o Twitter “nunca teria sobrevivido como uma empresa de tal forma”. “Você preferia que ele fosse comprado por fundos de hedge e ativistas de Wall Street? Essa era a única alternativa.”

Depois que Musk anunciou a compra do serviço, o preço das ações da empresa caiu. Ele, então, tentou se retirar do negócio, mas foi surpreendido por uma batalha judicial. Por fim, a aquisição foi concluída pelo preço da oferta original.

O empresário assumiu a plataforma em outubro de 2022 e desligou boa parte da equipe. Depois, foi protagonista de diversas polêmicas — uma delas é o fato de o selo de verificação ser agora parte da assinatura Twitter Blue, em vez de relacionado à legitimidade da conta.

No Bluesky, Dorsey critica a opção. “O pagamento é uma armadilha e não estou alinhado com isso”, diz. “Os sistemas de pagamento excluem milhões, senão bilhões, de pessoas.” Musk justifica a cobrança com o fato de o Twitter ser deficitário.

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