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Em convenção, PDT confirma Ciro Gomes candidato à Presidência

Em Brasília, Ciro criticou Bolsonaro e Lula e afirmou que anunciará nome para a 'vice' em breve

Ciro Gomes teve a candidatura confirmada para a Presidência da República

O PDT abriu a temporada das convenções partidárias nacionais para as eleições de 2022, nesta quarta-feira (20) e confirmou o nome do ex-governador do Ceará, Ciro Gomes, como seu candidato à Presidência da República.

Ciro é o primeiro candidato confirmado para a disputa pelo Palácio do Planalto em outubro. O nome de Luiz Inácio Lula da Silva deve ser confirmado pelo PT nesta quinta-feira (21), em São Paulo, e o de Jair Bolsonaro, pelo PL em convenção marcada para o próximo domingo (24).

A convenção nacional do PDT aconteceu em Brasília e reuniu pré-candidatos do partido a governador por vários estados, como Roberto Cláudio (Ceará) e Leila (Distrito Federal).

Em discurso que durou cerca de 1 hora, o ex-ministro puxou coro de "Fora Bolsonaro" e voltou a criticar o presidente pelos ataques ao sistema eleitoral brasileiro e às urnas eletrônicas, principalmente após a reunião com embaixadores no início da semana. "O presidente do nosso país chama embaixadores de nações estrangeiras para esculhambar nosso país", disse.

"Estamos assistindo à mais desavergonhada tentativa de permanência no poder já feita por um presidente", afirmou.

"Usar e emporcalhar são os melhores verbos para definir seu método de permanência. Ele não trabalha, é um grande preguiçoso, não pensa, não executa nenhuma ação em favor do povo brasileiro. Usa como pocilga o Palácio desenhado por Niemeyer, disposto a tudo para fazer seu acampamento de guerra hibrida", criticou.

Ciro também criticou os acordos costurados por Bolsonaro com parte do Congresso e prometeu que o orçamento secreto será derrubado em seu primeiro dia de governo.

Mirando contra seu outro adversário na disputa, o ex-aliado Luiz Inácio Lula da Silva, de quem foi ministro em seu primeiro mandato, Ciro relembrou os escândalos de corrupção que marcaram os governos do PT e que o partido foi responsável pelo surgimento de Bolsonaro.

"O modelo econômico e de uma escola corrupta de governar que encaminharam o país com pouquíssimos altos e muitíssimos baixo foi tão enganador e improvisado e, aos poucos, descontentando a todos, alimentado ressentimentos. Esse modelo mal acabado de neoliberalismo tropical começou há 30 anos, camuflando uma crise crônica durante os 14 anos do PT até que se tornou aguda e insuportável", disse durante seu discurso em Brasília.

Ciro também disse que o modelo social do Brasil nas últimas décadas foi o "pobrismo".

"Procurar contentar e pacificar os pobres com migalhas e transferir o centro da verdadeira riqueza para os ricos brasileiros. Num banquete dos ricos e restos para os pobres, Collor preparou a cozinha, Fernando Henrique serviu a mesa e Lula temperou a comida. Dilma, Temer e Bolsonaro requentaram o prato", afirmou.

Durante o evento, Ciro disse que anunciará "em breve" a sua companheira de chapa - que deve ser mulher, segundo ele. "Sempre respeitei as mulheres", afirmou.

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