O governador do Paraná, Ratinho Jr. (PSD), afirmou, nesta quinta-feira (15), que aceitaria o “desafio” de se lançar candidato à Presidência da República caso o partido assim determinasse. Em entrevista coletiva, o chefe do Executivo ainda criticou a polarização e afirmou que estaria disposto a liderar um projeto rumo ao Palácio do Planalto.
“Não é só a questão de nome, é questão do projeto. O problema do Brasil e da política do passado é que fica-se sempre olhando o nome. Eu quero olhar o projeto, o projeto não é eu ser candidato, mas apoiar alguém que possa conseguir aglutinar melhor um novo Brasil”, defendeu.
“Penso que as pessoas não estão mais aguentando esse ambiente de briga política que não está trazendo resultado nenhum”, acrescentou.
“Quem vai ter a capacidade de liderar um novo projeto para o Brasil? Se meu nome for esse nome escolhido internamente, eu fico muito honrado e, obviamente, vou aceitar o desafio”, frisou. Apesar disso, Ratinho Jr. declarou que uma candidatura ainda precisa ser “construída internamente”.
O pessedista vem ampliando sua articulação com o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, para tentar viabilizar uma candidatura majoritária nas eleições deste ano pelo partido. Contudo, ainda há outro nome posto na mesa da legenda para, possivelmente, concorrer ao pleito – o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite.
Ratinho Jr. é parte do grupo de governadores de direita que tentam ocupar o vácuo deixado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, que está inelegível e preso pela sua atuação na trama golpista. Dentre outros nomes, estão o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil) e de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos).
Contudo, o nome apontado por Bolsonaro para concorrer em seu lugar – e o preferido da direita nas pesquisas de opinião – é o filho do ex-presidente e senador, Flávio.