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Suspeito de esfaquear a ex em BH 'não se arrependeu do crime', segundo delegada

Homem afirmou que tinha bipolaridade e tomava remédios, mas delegada não recebeu qualquer laudo que comprovasse sofrimento mental

O engenheiro civil de 36 anos preso nesta segunda-feira (23), suspeito de esfaquear a ex-companheira na frente dos filhos, não se arrependeu do crime. Segundo a delegada Pollyane Aguiar, ele confessou o crime em depoimento e não demonstrou qualquer sinal de culpa.

A vítima, uma advogada de 40 anos, precisou passar a noite na casa da babá da família, depois que o suspeito quebrou diversos móveis horas antes. Assim que chegou ao prédio onde mora para buscar algumas coisas, mas foi surpreendida pelo homem quando ia embora. Ele seria usuário de cocaína.

Quando eles se encontraram, o homem foi para cima da ex-companheira com uma faca, e acertou 11 golpes nela antes de tentar fugir em uma BMW, mas acabou preso na casa de uma tia. Os ferimentos foram superficiais, e a mulher foi socorrida ao Hospital João XXIII, onde está internada.

O suspeito alegou ter laudos que comprovam bipolaridade, e cometeu o crime após ter perdido o emprego. Ele confirmou ser usuário de drogas, e disse ainda que quebrou "apenas os móveis dele" dentro da casa. Por fim, o homem afirmou que a medida protetiva foi suspensa, e que ele teria sido traído. À Itatiaia, ele se disse arrependido do crime, ao contrário do depoimento.

A delegada, entretanto, ressaltou que não foi apresentado laudo que comprove qualquer condição de sofrimento mental. O homem tinha histórico de violência há pelo menos três anos, e antes de agredir a ex-companheira, teria dito à mãe que que "iria cometer uma besteira". Ele foi levado ao Ceresp Gameleira, em BH.

*Com informações de Amanda Antunes e Oswaldo Diniz

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