TSEA diz que investimentos no Brasil e Estados Unidos seguem mesmo após tarifaço
Fabricante de equipamentos para o setor elétrico possui quase R$ 1 bilhão em investimentos nos dois países

A TSEA, multinacional brasileira que fabrica equipamentos para o setor elétrico, afirmou que vai manter os investimentos previstos no Brasil e nos Estados Unidos mesmo após a Casa Branca confirmar, nessa quarta-feira (15), uma tarifa de 25% aos produtos importados do país. Segundo a empresa, o ‘tarifaço’ não tem reflexo imediato nos projetos já contratados.
Atualmente, cerca de 90% da produção de transformadores de alta potência da companhia é destinada aos Estados Unidos. A empresa também se posiciona como a segunda maior exportadora de bens de capital em Minas Gerais.
“Neste momento, os projetos em andamento e os investimentos anunciados pela companhia no Brasil e nos Estados Unidos seguem conforme planejado. O principal ponto de atenção é o aumento da incerteza para novas negociações e decisões de investimento de longo prazo, enquanto o mercado reavalia seus cenários”, explicou Rafael Porteiro, diretor de Relações Públicas da TSEA.
No Brasil, a empresa está construindo, em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, o maior complexo industrial para produção de transformadores de potência das Américas. O investimento previsto para o projeto supera R$ 700 milhões, e está previsto para ser concluído até 2029.
Já nos Estados Unidos, a TSEA está investindo US$ 25 milhões (R$ 131 milhões) para abrir uma fábrica de reguladores de tensão em Eden, na Carolina do Norte, sua primeira operação industrial no país. Segundo a empresa, a unidade deve começar a operar no quarto trimestre de 2026 e gerar cerca de 160 empregos no Condado de Rockingham.
Os investimentos previstos para esses projetos devem somar R$ 1 bilhão até 2030. Paralelamente à expansão, a empresa tem atualmente mais de 200 vagas de emprego abertas em suas unidades de Contagem e Betim (MG) e Curitiba (PR).
Jornalista formado pela UFMG, Bruno Nogueira é repórter de Política, Economia e Negócios na Itatiaia. Antes, teve passagem pelas editorias de Política e Cidades do Estado de Minas, com contribuições para o caderno de literatura.



