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Valdir Barbosa: Minas Gerais também foi atingida pelo tarifaço de Trump

Agropecuária brasileira se recuperou diante da queda de várias tarifas anteriores, mas o etanol e o açúcar mineiro caíram na malha de Donald Trump

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Presidentes Donald Trump e Lula • Montagem/AFP

Minas Gerais também levou pancada nas tarifas de Donald Trump…

Essa investigação americana baseada na secção 301, envolve países europeus, Mexico, Taiwan, Coreia do Sul, China, Hong Kong, Suiça, Noruega e vários outros países dos diversos continentes.

Não se trata de algo exclusivo para o Brasil, entretanto pelo volume das investigações é algo inédito no mundo comercial.

Carne bovina, café, mel orgânico, ovos, suco de laranja, hortaliças, legumes ,frutas, peixes e frutos do mar, couros, peles, cacau , celulose/madeira serrada, setor que andava angustiado com muitas fábricas fechadas e desemprego geral.

Debaixo do tarifaço, destaque para o açúcar orgânico, máquinas e equipamentos agrícolas e também o etanol.

Máquinas agrícolas é outro setor que pagou caro no ultimo tarifaço e fazem parte do conjunto agronegócio, tudo ligado
à agropecuária.

E tudo é feito em larga escala e para os Estados Unidos há uma diferença complexa em relação a outros vários países do mundo.

Por exemplo, os americanos não usam o nosso sistema métrico, tirando a igualdade na bitola de roscas, parafusos mangueiras, painéis elétricos.

Então, como a indústria brasileira vai se livrar dessa montanha de equipamentos já prontos para o embarque?

Ainda sobre o etanol, há muito tempo os americanos reclamam da tarifa de 18% que o governo brasileiro cobra na entrada do etanol americano por aqui. Certo ou errado, agora veio o troco de Donald Trump cobrando 25%.

Nessa decisão houve movimento incentivado pelos produtores de milho e etanol de lá contra a tarifa brasileira e a entrada com taxas de 2,5% do etanol brasileiro nos Estados Unidos.

O agro mineiro sentiu a pancada no açúcar e etanol, produtos que nos colocam entre os primeiros produtores do Brasil.

O agropecuária brasileira não sofreu um baque tão grande porque ficaram de foram das tarifas o café solúvel, sebo bovino, etanol.

Agora, o Brasil precisa cuidar da soja que os chineses nos compram 70% da produção. Há tarifas fortes da China contra o milho e soja americanos, porém, há acordo bilaterais entre os 2 países e durante 3 anos haverá entrada de 75 milhões de toneladas de soja americana na China. E o Trump quer mais!

Para ajudar na solução dessa questão comercial, o Brasil precisa descer dos 2 palanques políticos que nos cercam para usar uma diplomacia séria conforme esses assuntos exigem. Afinal de contas, é a economia brasileira e os alimentos na mesa do povo que estão em jogo.

Valdir Barbosa
Itatiaia Agro

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Produtor rural no município de Bambuí, em Minas Gerais, foi repórter esportivo por 18 anos na Itatiaia e, por 17 anos, atuou como Diretor de Comunicação e Gerente de Futebol no Cruzeiro Esporte Clube. Escreve diariamente sobre agronegócio e economia no campo.