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Tarifaço: 'Temos que abrir canal diplomático e não assumir discurso populista', diz Rita Mundim

Economista endureceu o tom sobre as ações do governo brasileiro, tendo em vista o tarifaço dos EUA

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A economista e colunista da Itatiaia, Rita Mundim, endureceu o tom e afirmou que o Brasil deverá abrir canal diplomático para negociar com os Estados Unidos, levando em conta o tarifaço de 25% imposto pelo país ao Brasil.

"Gente, nós temos que abrir o canal diplomático e não assumir um discurso populista e ultrapassado de defesa da soberania", afirmou a colunista.

A economista citou a afirmação do governo norte-americano de que o Brasil não quis negociar com os EUA. Isso foi dito pelo secretário de Estado do país, Marco Rubio, pelas redes sociais.

Rita também fez uma reflexão sobre as ações durante o ano eleitoral. "Em ano eleitoral, a gente tem que ficar pensando o que é mais aderente aos ouvidos da população, que está acostumada com com o país fechado, de economia fechada, um país que vive de costas para o mundo, e que a maioria da população não sabe que o mercado externo é muito maior do que o mercado interno", disse.

Tarifaço

O governo dos Estados Unidos confirmou, na noite dessa quinta-feira (15), a aplicação de novas tarifas contra produtos brasileiros. O presidente americano, Donald Trump, acatou uma recomendação do Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR, na sigla em inglês) e impôs uma alíquota adicional de 25% sobre uma série de mercadorias. O novo tarifaço advém de uma investigação do órgão estadunidense que ocorria desde que Trump anunciou a primeira sobretaxa sobre o Brasil, de 50%, em julho de 2025.

O USTR determinou que políticas do governo brasileiro sobre comércio digital, tarifas preferenciais, combate à corrupção, processamento de patentes e pirataria, etanol e desmatamento ilegal geram insegurança jurídica e competição desleal aos players dos EUA.

Porém, a SPE (Secretaria de Política Econômica) do Ministério da Fazenda avalia que, caso sejam implementadas, as novas tarifas dos Estados Unidos às exportações brasileiras devem ter impacto "reduzido" na economia brasileira, segundo o boletim macrofiscal divulgado mais cedo nessa quinta.

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